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Estados Unidos aceitam treinar pilotos ucranianos de caças F-16 - Social Marília
23 de Abril de 2026

Estados Unidos aceitam treinar pilotos ucranianos de caças F-16


crédito: Kenzo Tribouillard/AFP

Os Estados Unidos deram, nesta sexta-feira (19/5), o primeiro passo para atender a um pedido feito repetidas vezes pelo presidente ucraniano, Voldoymyr Zelensky: o envio de caças de alta tecnologia para reforçar a defesa aérea de Kiv. Durante a cúpula do G7 — grupo dos países mais industrializados do mundo (EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido) —, na cidade japonesa de Hiroshima, o presidente norte-americano, Joe Biden, informou aos aliados que Washington apoiará um esforço conjunto para treinar pilotos da Ucrânia em aviões de combate de quarta geração, incluídos os caça F-16.

"À medida que a capacitação se desenvolver nos próximos meses, nossa coalizão de países que participam deste esforço decidirá quando fornecer aviões, quantos serão fornecidos e para onde serão destinados", declarou um alto funcionário da Casa Branca à agência France-Presse, sob condição de anonimato. A expectativa, segundo a emissora CNN, é que o treinamento ocorra em vários países da Europa.

A caminho de Hiroshima, Zelensky saudou a "histórica decisão" dos EUA e de Biden. "Isso aumentará muito o nosso exército no céu. Conto com a discussão sobre a implementação prática dessa decisão durante a cúpula do G7", escreveu no Twitter. Chefe do gabinete da Presidência da Ucrânia, Andrei Yermak afirmou que Zelensky e Biden se reunirão "nos próximos dias", em Hiroshima, e debaterão o tema. "A Ucrânia vai dispor muito rapidamente de tudo o que falta para proteger nossos céus, nossas cidades e nossos cidadãos", assegurou Yermak.

Também no Japão, os Estados Unidos anunciaram a imposição de novas sanções à Rússia. Mais de 300 pessoas, empresas, navios e aviões de toda a Europa, Oriente Médio e Ásia foram adicionados às listas de sancionados dos Departamentos de Estado e do Tesouro americanos. As medidas também proíbem as exportações de produtos dos EUA para 70 entidades na Rússia e em outros países. Moscou não perdeu tempo e fechou as fronteiras para 500 cidadãos norte-americanos, entre eles, o ex-presidente Barack Obama.

Ministro da Defesa da Ucrânia entre 2019 e 2020, Andriy Zagorodnyuk explicou ao Correio que os Estados Unidos decidiram que não treinariam pilotos de caças sem entender que precisariam ajudar Kiev a construir a capacidade militar aérea. "Sem essa decisão, os EUA não participariam da formação dos pilotos. O treinamento é parte do aprimoramento da defesa, assim como o fornecimento de equipamentos e de suporte de manutenção. O fato de os norte-americanos trabalharem nessa capacitação indica que o governo Biden tem auxiliado a Ucrânia na contenção aérea", observou.

Por sua vez, Mykola Volkivskyi — ex-conselheiro do presidente do Parlamento da Ucrânia — entende que as recentes visitas de Zelensky à Itália, à Alemanha e ao Reino Unido prepararam terreno para o anúncio dos EUA. "Estava claro que a coalizão internacional para apoiar a Ucrânia com jatos de combate ficaria mais forte e mais poderosa. Era questão de tempo antes que Washington aderisse à coalizão", admitiu o ucraniano, que participa da cúpula do G7, em Hiroshima. "A coisa mais importante é compreender a implementação prática e o cronograma (da coalizão)."

Segundo Volkivskyi, a coalizão não se resumirá ao treinamento regular de combate para pilotos do caça F-16. "Antes de enviarem seus próprios F-16s, os Estados Unidos permitirão que os seus aliados na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) exportem os caças para a Ucrânia. Muitos detalhes serão debatidos aqui, no Japão, no domingo (amanhã)", assegurou.

O anúncio dos Estados Unidos coincide com os preparativos da Ucrânia da esperada contraofensiva, cujo objetivo será o de retomar territórios conquistados pelas tropas do presidente russo, Vladimir Putin. "Acredito que estejamos a dias ou semanas do início da contraofensiva. Ninguém sabe ao certo, e creio que nossas tropas aguardam a melhor oportunidade. Essa informação se restringe a um grupo muito pequeno. Eles decidirão com base em uma série de cálculos, mas aposto que a contraofensiva começará em breve", disse Zagorodnyuk.

Na sexta-feira (19/5), Zelensky fez uma visita surpresa a Jidá, na Arábia Saudita, onde participou da cúpula da Liga Árabe e manteve conversa bilateral com o príncipe herdeiro saudita Mohammad bin Salman. O líder ucraniano não poupou críticas aos governantes da região. "Infelizmente, há alguns no mundo, e aqui, entre vocês, que fecham os olhos para essas jaulas (de prisioneiros de guerra) e as anexações ilegais", desabafou. "Estou aqui para que todos possam ter um olhar honesto (sobre a invasão à Ucrânia). Não importa o quanto os russos tentem influenciar, ainda deve haver independência."

 

Andriy Zagorodnyuk, diretor do Centro para Estratégias de Defesa (em Kiev) e ministro da Defesa da Ucrânia entre 29 de agosto de 2019 e março de 2020

Qual é a receita para a Ucrânia ganhar a guerra?

A vitória será representada pela expulsão das tropas russas da Ucrânia. Caso contrário, não há como a paz existir em meu país. É claro que isso significa que teremos de construir nossas capacidades militares, para que não nos ataquem novamente. Também precisaremos de receber os nossos soldados feitos prisioneiros de guerra e nossas crianças deportadas para a Rússia. O governo russo terá que ser responsabilizado por tudo isso. Infelizmente, não há outro modo realista de vencermos, que não seja ampliar a capacidade bélica. Para isso, necessitamos de um plano estratégico conjunto elaborado com nossos aliados.

Como o senhor vê a importância da ida de Zelensky à cúpula do G7?

O Japão considera a Rússia um inimigo estratégico. Os japoneses estão claramente preocupados com as ambições imperiais da China e da Rússia. O Japão é um país democrático, o que é parte da nossa natureza. Também é uma nação pacífica, cuja Constituição a proíbe de participar de uma guerra, a menos que seja defensiva. Eles estão preocupados com o ambiente de segurança, como um todo. Considerar o Japão como um aliado é algo muito importante para nós. O premiê japonês (Fumio Kishida) esteve em Kiev e presenciou a destruição. Para nós, é máxima prioridade o desenvolvimento de relações com o Japão. (RC) 

Fonte: correiobraziliense

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