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Novo marco fiscal depende da adoção de outras medidas, diz estudo do CLP - Social Marília
23 de Abril de 2026

Novo marco fiscal depende da adoção de outras medidas, diz estudo do CLP


Um estudo divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) conclui que, para que o novo marco seja de fato eficiente no equilíbrio das contas públicas, é preciso que outras medidas sejam adotadas de maneira concomitante. A avaliação foi feita em cima do relatório final aprovado na Câmara, apresentado pelo relator Cláudio Cajado (PP-BA). A matéria agora tramita no Senado Federal.

Os especialistas avaliam como positivo o fato de os parâmetros que limitam o crescimento do gasto real — as chamadas “balizas” — terem sido incorporados na lei complementar. Conforme o estudo, dessa forma se garante maior estabilidade e previsibilidade para a regra fiscal, pois torna mais difícil a alteração dessas regras.

“Ao tornar mais difícil a alteração desses parâmetros, a regra fiscal ganha em credibilidade e previsibilidade, elementos essenciais para a gestão eficiente das finanças públicas e para a confiança dos agentes econômicos”, avalia o documento.

Apesar das mudanças positivas, o CLP assegura que apenas a implementação do novo arcabouço não garante nada. "A legislação garante mais estabilidade econômica para o país, consistindo em um avanço para a agenda de reequilíbrio das finanças públicas. Ao mesmo tempo, o governo deve ter ciência que sua eficácia vai depender da adoção de outras medidas para o equilíbrio das contas públicas visando o aumento de receitas, como a tributação de dividendos e a redução de gastos tributários”, explica Pedro Trippi, coordenador de Inteligência Técnica do CLP. O documento é assinado por ele e por Daniel Duque, gerente de Inteligência Técnica do CLP.

As demais políticas a serem adotadas devem focar especialmente no aumento de receitas. “O fim de isenções fiscais que distorcem a economia podem ser um fator a garantir ao governo maior arrecadação, o que pode ser atingido no ensejo de uma reforma tributária geral, que o governo já se propôs a tratar”, ressaltam.

Os especialistas mencionam que a exclusão do piso de enfermagem, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) do teto não atendiam aos critérios estabelecidos pelo novo marco e, portanto, é correta a limitação de tais despesas ao teto.

Na avaliação dos especialistas, o novo marco “se coloca em resposta ao diagnóstico de excessiva falta de flexibilidade do teto de gastos — o que levou a diversas “exceções” à regra permitidos pelo Congresso, tornando a lei inefetiva”, relembram.

Segundo levantamento do economista Bráulio Borges, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), as despesas do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) extrapolaram em R$ 794,9 bilhões o teto de gastos em quatro anos.

Fonte: correiobraziliense

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