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Um cemitério encontrado na cidade polonesa de Luzino revelou uma prática bizarra do século XIX. Os mais de 450 corpos encontrados no local, situado próximo à uma igreja, estavam decapitados e foram enterrados com itens "anti-vampiros".
O túmulo foi encontrado por trabalhadores que estavam alargando uma das ruas da cidade. No local, existia uma antigo cemitério construído no século 18, mas extinto em 1945, quando a igreja foi expandida e o local em que os mortos residem foi levado para outra região. À época, de acordo com a imprensa polanesa, os restos mortais enterrados ali foram levados junto com a mudança, no entanto, os corpos dos supostos vampiros permaneceram enterrados.
A escavação encontrou mais de 450 corpos, todos decapitados e que aparentavam ter sido exumados e enterrados uma segunda vez. No século XIX, muitos tinham medo da "maldição dos vampiros", em que os mortos voltavam a vida após a serem enterrados. A única maneira de impedir a ressuscitação de seres sedentos por sangue, segundo as crenças, era decapitar os corpos. Na Polônia, de acordo com o arqueólogo Maciej Stromski, a desconfiança sobre vampiros ocorria quando uma pessoa da família de alguém que acabou de morrer adoecia e entrava em estado terminal.
"Acreditava-se que se um membro da família da pessoa morta estivesse morrendo logo após o funeral, ele ou ela poderia ser um vampiro. Portanto, após o enterro, a sepultura era desenterrada e a cabeça do falecido cortada e colocada entre as pernas", explicou Maciej Stromski, um dos arqueólogos responsáveis pela escavação, ao portal polonês Nadmorski24.pl.