08 de Março de 2026

Liderança feminina nas empresas tem aumento constante, mas "silencioso"


O número de mulheres ocupando cargos de alta liderança no Brasil tem aumentado constante, porém de forma "silenciosa".  É o que aponta o estudo Panorama Mulheres 2023, realizado pelo Talenses Group em conjunto com o Insper e divulgado em maio pelo HSM Management.

De acordo com o estudo, a discrepância "continua a ser bem grande" — somente 17% dos cargos de presidência das empresas são ocupados por mulheres. Apesar de demonstrar uma minoria, o número também é comemorado, já que significa importante aumento em relação aos últimos anos. A título de comparação, em 2019 era 13% e em 2017 — primeiro ano da pesquisa — apenas 8%.

“A gente sabe que existem problemas, (mas) faz parte de um processo decisório mais robusto trazer dados para a discussão”, pontua a professora do Insper e uma das coordenadoras do Panorama Mulheres 2023, Ana Diniz.

No âmbito do serviço público também teve aumento na participação de mulheres em cargos de alta liderança na administração pública federal. O número  saltou de 29%, em dezembro do ano passado, para 34%, em abril de 2023, portanto um crescimento de 17% em quatro meses, como divulgou a ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, em maio. Segundo o Observatório de Pessoal da pasta, em 2019, a marca era ainda menor: 26%.

Apesar do crescimento, um estudo de 2022, da Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta que as mulheres ainda enfrentam obstáculos e questionamentos no ambiente profissional e sentem ainda mais necessidade de estarem sempre aprendendo, de terem que se provar mais e ter constante auto posicionamento. Além disso, elas também têm que enfrentar dificuldades e preconceito de conciliar a vida profissional com a pessoal, e principalmente com a maternidade.

Para Carina Bellini, gerente jurídica da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp), ser mãe não é um impedimento para a mulher conquistar o sucesso profissional. “É importante para os meus filhos verem que os pais trabalham e enfrentam desafios, para que eles também corram atrás do seu futuro profissional”, pontua.

*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes

Fonte: correiobraziliense

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