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Crianças em Gaza escrevem seus nomes nas mãos para facilitar identificação - Social Marília
24 de Abril de 2026

Crianças em Gaza escrevem seus nomes nas mãos para facilitar identificação


Crianças palestinas, em Gaza, estão escrevendo seus nomes na palma das mãos no intuito de facilitar as suas identificações no caso de serem mortas por uma bomba. A região é alvo de constantes bombardeios israelenses e está na iminência de uma ofensiva terrestre.

A informação foi repassada pela a diplomata e consultora jurídica da Missão do Estado da Palestina junto à Organização Nacionais Unidas (ONU), Loureen Sayej, durante reunião desta segunda-feira (16/10) do Conselho de Segurança da, em Nova York.

A influenciadora, filha de palestinos que ainda estão no local, Hyatt Omar, também comentou em suas redes sociais sobre o assunto e disse ser "perturbador essas crianças aceitarem que provavelmente vão morrer".

Na presidência temporária do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil tenta construir um consenso na aprovação de uma resolução para proteger os civis no conflito entre Israel e o Hamas. A votação da proposta brasileira teve a votação adiada para esta terça-feira (17/10). 

Entre os pontos elencados no documento, está a condenação "inequívoca dos ataques terroristas hediondos perpetrados pelo Hamas que tiveram lugar em Israel a partir de 7 de outubro de 2023 e a tomada de reféns civis". Além de exigir, sem citar o Hamas, a "libertação imediata e incondicional de todos os reféns civis, exigindo a sua segurança, bem-estar e tratamento humano, em conformidade com o direito internacional".

A Agência das Nações Unidas de Assistência e Trabalho para Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA) alertou, nesta segunda-feira (16/10), que a Faixa de Gaza contabiliza uma média de 11 mortos por hora.  Desde 7 de outubro, quando o grupo extremista Hamas atacou Israel, mais de 4 mil pessoas morreram, sendo 2.750 em Gaza e 1.400 em território israelense.

A intensificação dos ataques em Gaza causam preocupação porque a área é densamente povoada. Em 40 quilômetros de comprimento e 10 quilômetros de largura, o local abriga 2,3 milhões de pessoas. "O número de mortos está aumentando. Não há sacos para cadáveres suficientes para os mortos em Gaza", afirmou a agência da ONU.

Fonte: correiobraziliense

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