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Embaixador palestino denuncia 'política da terra arrasada' - Social Marília
24 de Abril de 2026

Embaixador palestino denuncia 'política da terra arrasada'


Depois de 26 dias de guerra, que custou pelo menos 10 mil mortes —8.600 do lado palestino e 1.400 do lado israelense — e lançou a Faixa de Gaza à beira de uma catástrofe humanitária histórica, o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Alzeben, alerta: "nada justifica os crimes e massacres". O diplomata pontuou que o Exército de Israel age motivado pelo ódio e pelo desejo de vingança. Em 7 de outubro, extremistas do grupo fundamentalista islâmico Hamas invadiram kibbutzim e cidades do sul de Israel e executaram 1.400 pessoas, entre israelenses e estrangeiros. Os extremistas do Hamas também sequestraram 240 pessoas e as levaram para a Faixa de Gaza.

O governo de Benjamin Netanyahu mobilizou 300 mil soldados e iniciou uma campanha sistemática de bombardeios ao enclave palestino. Nos últimos dias, tanques e infantaria das Forças de Defesa de Israel invadiram Gaza, enquanto a aviação manteve os bombardeios. Gaza enfrenta escassez de água e de alimentos, e existe o temor de epidemias provocadas pelos corpos sob os escombros. Hospitais estão à beira do colapso, ante a falta de eletricidade e de combustível para alimentar os geradores. Netanyahu descartou um cessar-fogo. Prometeu eliminar o Hamas e resgatar todos os reféns.

Leia abaixo o depoimento de Alzeben ao Correio:

"A única explicação que milhares de pessoas esclarecidas apresentaram, pela qual milhões saíram às ruas nas cidades e capitais de todo o mundo, e pela qual 120 países votaram na Assembleia Geral das Nações Unidas, é o ódio, o racismo e o espírito de vingança. Eles (israelenses) jamais deveriam caracterizar um país que faz parte da comunidade de 193 nações do mundo, mas, sim, o espírito de uma gangue sangrenta.

Com o amanhecer do sangrento 26º dia e o início do avanço terrestre do Exército israelense, aumentam os receios de mais massacres e limpezas étnicas.

Israel utilizou uma política de terra arrasada e despejou centenas de milhares de toneladas de fósforo branco explosivo e incendiário, arma internacionalmente proibida, sobre as cabeças de civis.

A população civil apela ao mundo, com todos os seus países e instituições, para que intervenham para deter o massacre, o genocídio, a destruição, o discurso de ódio — que líderes políticos e militares israelenses fazem diante dos olhos do mundo.

Quando acordará a consciência global para pôr fim à limpeza étnica na Palestina ao longo de sete décadas?

O povo palestino não tem outra escolha, a não ser permanecer paciente, firme e continuar a bater em todas as portas para obter justiça. A lógica do uso da força somente provoca destruição, ódio e desejo de vingança.

Os próximos dias provarão o absurdo da violência e do remorso, que não serve para nada. Essa guerra devastadora fez mais de 30 mil vítimas inocentes, e os hospitais em Gaza estão fazendo um apelo desesperado para salvar milhares de feridos, à medida que o combustível acaba, o equipamento médico é desligado, as equipes de resgate param e vidas inocentes são exterminadas."

Ibrahim Alzeben, embaixador palestino em Brasília

Fonte: correiobraziliense

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