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Alta da dívida pública pode frear expansão do PIB brasileiro - Social Marília
24 de Abril de 2026

Alta da dívida pública pode frear expansão do PIB brasileiro


Professor doutor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Simão Silber acredita que a economia externa deverá contribuir para uma expansão menor do PIB brasileiro no ano que vem. "O crescimento global não deve chegar a 2%, e esse é um número muito baixo para o padrão médio de 3,8% dos últimos 20 anos. O governo não tem instrumental para fazer o PIB crescer de forma mais robusta e, se o presidente Lula fizer o que está falando, vamos ver crescimento menor ainda, porque não é fazendo mais dívida que o crescimento virá", alerta o economista, comentando declarações recentes do chefe do Executivo.

"Acredito que, se houver um mínimo de bom senso e capacidade de persuasão de Fernando Haddad, será possível evitar o crescimento dos gastos de forma desordenada", acrescenta Silber. "A média do crescimento mundial está abaixo do padrão, e 2024 não será um ano bom para economia global. Ela continuará com altos e baixos devido a vários vilões — os efeitos da pandemia de covid-19, a guerra no Leste Europeu e fatores macroeconômicos adversos", explica.

Rodolfo Margato, economista da XP Investimentos, ressalta que existem fatores de preocupação em 2024 que precisam estar no radar do debate econômico, como a eleição municipal, que vai determinar o jogo político para 2026, com um orçamento no mesmo patamar da corrida eleitoral de 2022, perto de R$ 5 bilhões. "Devemos ter eleições bastante acirradas e com viés expansionista", aposta.

Por outro lado, Margato, aponta como um lado positivo para o próximo ano a possibilidade de os Estados Unidos começarem a cortar os juros de forma antecipada, o que poderá ajudar a valorização de ativos de mercados emergentes, como o Brasil. A última decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos) deixou os agentes da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) animados, tanto que o Índice Bovespa (IBovespa) bateu recordes e chegou a encostar em 133 mil pontos nos últimos dias.

"A parte fiscal é o principal risco interno em 2024. Neste momento, é menor do que a gente tinha há um ou dos meses, porque Haddad aprovou muita coisa no Congresso. Mas é a velha história: vãos os anéis e ficam os dedos", destaca Luís Otávio de Souza Leal, economista-chefe da G5 Partners, em referência ao limite de R$ 23 bilhões para o contingenciamento no próximo ano imposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

De acordo com Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, ainda é possível ser "moderadamente otimista" com relação ao crescimento da economia no ano que vem. Um dos motivos é a expectativa de melhora do ambiente internacional, à medida que o Fed reduzir as taxas de juros. "Isso ajudaria bastante os países emergentes e, em paralelo, a queda forte do preço do barril do petróleo pode contribuir para retirar riscos de inflação do cenário", explica. Na avaliação dele, a queda das taxas de juros no Brasil também pode sustentar a demanda doméstica, contribuindo para o crescimento do PIB mais perto de 2%, ou até mesmo acima disso.

Honorato acredita que existe espaço para corte dos juros para até 9% em 2024, com a inflação em torno de 4%. "Mas o fiscal vai ser um problema se ele provocar desvalorização da moeda. Por enquanto, não estamos com esse risco no radar, porque, apesar de a dívida pública brasileira ainda ser elevada, com o novo arcabouço fiscal, ela deve crescer menos do que a média dos países do G20 (grupo das 19 maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento mais a União Europeia)", afirma.

 

Fonte: correiobraziliense

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