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EUA usam aviões para 'arremessar' mantimentos na Faixa de Gaza - Social Marília
24 de Abril de 2026

EUA usam aviões para 'arremessar' mantimentos na Faixa de Gaza


Dois dias depois de soldados israelenses atirarem contra uma multidão faminta, os Estados Unidos começaram, ontem, a lançar alimentos por aviões à população da Faixa de Gaza. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que, após quase cinco meses de guerra, o risco de fome é iminente na região. Sem ter como furar o cerco do Exército ao território palestino, esta foi a opção de ajuda humanitária norte-americana. França, Holanda, Reino Unido, Egito e Emirados Árabes também forneceram donativos via aérea.

O Comando Central dos EUA (CentCom) informou que três aviões militares de carga C-130 lançaram mais de 38 mil refeições ao longo da costa de Gaza. De acordo com a ONU, 2,2 milhões dos 2,4 milhões de habitantes do território estão ameaçados pela fome, desde o início do cerco, em 9 de outubro. Nos últimos dias, 13 crianças morreram de desnutrição e desidratação, segundo autoridades de saúde do Hamas.

A organização não governamental Comitê Internacional de Resgate, com sede em Nova York, alertou, porém, que a entrega de alimentos por aviões "não pode nem deve substituir o acesso humanitário" a Gaza. "Os lançamentos aéreos não são a solução para aliviar este sofrimento e desviam o tempo e o esforço de soluções comprovadas para uma ajuda em grande escala", afirmou a ONG em um comunicado. "Todo o foco diplomático deveria ser garantir que Israel levante o cerco a Gaza." 

O porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, também afirmou que o método gera "inúmeros problemas". "A ajuda que chega desta forma só pode ser um último recurso", declarou. "A entrega terrestre é simplesmente melhor, mais eficaz e menos custosa. Se nada mudar, a fome será inevitável."

Investigação

Na quinta-feira, soldados atiraram em civis que tentavam conseguir alimentos do comboio israelense, deixando 116 mortos. O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, considerou inaceitável que soldados israelenses tenham atirado em civis que tentavam conseguir comida e pediu uma "investigação internacional imparcial" sobre a tragédia.

Uma equipe da ONU visitou o hospital Al-Shifa, em Gaza, onde foram internadas dezenas de pessoas feridas no ataque dos soldados. O local recebeu "um grande número de baleados", declarou Stéphane Dujarric, porta-voz do chefe das Nações Unidas, António Guterres.

Ontem, o Exército israelense continuou bombardeando a Faixa de Gaza, o que deixou ao menos 92 mortos nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde do território palestino. O órgão informou que 11 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas em um bombardeio contra um acampamento de deslocados próximo ao Hospital Emirati, em Rafah, no sul do território.

O porta-voz do Ministério, Ashraf al Qudra, afirmou em um comunicado que, entre feridos, há crianças e um socorrista. O Exército israelense justificou o ataque, afirmando que a mira eram terroristas do grupo Jihad Islâmica. Na rede social X (ex-Twitter), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, considerou o bombardeio "ultrajante e indescritível". "Os trabalhadores da área de saúde e civis não são alvos e devem ser protegidos a todo momento", acrescentou, pedindo a Israel um cessar-fogo.

No campo diplomático, Egito, Catar e Estados Unidos tentam chegar a um acordo entre o Hamas e Israel, que inclua uma trégua de seis semanas e a libertação de reféns, em troca de prisioneiros palestinos. Antes do ataque dos soldados à fila de entrega de alimentos, o presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou que uma solução seria acertada até segunda-feira. Porém, na sexta, admitiu que o ocorrido poderia complicar as negociações. "Ainda estamos trabalhando muito nisso. Ainda não chegamos lá", disse.

Ontem, uma delegação do Hamas visitou o Cairo para participar das negociações. Segundo uma fonte da Agência France Presse (AFP) próxima do movimento palestino, a proposta é libertar um refém por dia em troca de 10 prisioneiros, durante 42 dias. Uma autoridade norte-americana que pediu o anonimato garantiu que um acordo de cessar-fogo está "sobre a mesa" e que "a bola está no campo do Hamas".

O conflito entre Israel e o Hamas eclodiu em 7 de outubro, quando o movimento palestino matou cerca de 1.160 pessoas, a maioria civis, e sequestrou 250 no sul de Israel, segundo uma contagem da AFP. Em resposta, o governo israelense lançou uma operação aérea e terrestre, que já matou mais de 30,3 mil em Gaza.

Fonte: correiobraziliense

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