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Marcelo Fiche critica falta de apoio em pesquisas sobre hidrogênio verde - Social Marília
23 de Abril de 2026

Marcelo Fiche critica falta de apoio em pesquisas sobre hidrogênio verde


Marcelo Fiche, coordenador de projetos de hidrogênio verde (H2V) da Rede Brasileira de Certificação Pesquisa e Inovação (RBCIP), palestrou sobre a produção de H2V no Brasil durante evento sobre o “combustível do futuro” no Correio Braziliense.

Em sua fala, o especialista da RBCIP destacou a dificuldade de obter apoio na realização de pesquisas. "A gente é uma instituição que tem mais de 160 PhDs, fazemos pesquisa e temos dificuldade de desenvolver tecnologia no país porque falta apoio", relatou.



O coordenador comparou a situação do Brasil com a Alemanha, país europeu bem adiantado no uso de hidrogênio verde. "Aqui não é que nem na Alemanha, que tem um instituto de pesquisa que recebe € 190 bilhões só do governo, mais a iniciativa privada colocando", analisou.

E citou o exemplo de uma cidade alemã que já era muito ativa no uso de H2V dois anos atrás. "A gente estava em Hamburgo, em 2022, a gente viu o avançado eletrogêneo. Lá eu diria que é o Vale do Silício. Lá você tem vários postos de abastecimento, caminhão, trem, 6 mil carros de eletrogêneo rodando", exemplificou.

Para Fiche, porém, transformar o setor de transportes brasileiro ainda é um plano para o futuro, a longo prazo. "Usar o eletrogêneo como transporte no Brasil, seja rodoviário, de ônibus, de
caminhões, eu acho que ainda é um passo um pouco distante", opinou.

O coordenador da RBCIP disse ainda que, antes de pensar grande, é preciso fazer as pessoas acreditarem no hidrogênio verde e afirmou que o H2V não é salvação, mas uma outra alternativa de energia verde.

"Primeiro, é (preciso) acreditar no hidrogênio, porque eu acho que tem muita gente que tem dúvida. Não há dúvida! O hidrogênio é a salvação da Pátria? Não é. Ele é mais uma opção que a gente tem. Temos o etanol, as riquezas hidroelétricas, as riquezas eólicas. Ele é um bom armazenador de energia", ressaltou.

O especialista também comentou o uso de gás natural. Ele explicou que a Bolívia vende ureia para o Brasil a um preço baixo e que a Europa passa por dificuldades por depender do gás russo para produzir seus fertilizantes. "Por que a Bolívia vende a ureia para o Brasil? Porque ela é feita a partir da amônia, que vem do hidrogênio e ele vem do gás natural. Como o gás natural é abundante e barato, a ureia deles se torna barata. E a ureia é um importante fertilizante. Então, a Europa também está passando por essa  dependência de depender do gás natural para produzir os seus fertilizantes", explicou.

E citou a fabricação interna de fertilizantes como um plano a curto prazo para o uso de hidrogênio verde. "Essa é uma rota muito importante, a gente produzir os nossos fertilizantes, mas já na nova pegada verde, já usando o hidrogênio verde", sugeriu.

O evento "Hidrogênio Verde: o combustível do futuro" é realizado pelo Instituto Cultura em Movimento, com patrocínio do Banco do Nordeste, da Caixa Econômica Federal e do governo federal; apoio da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra); e apoio de comunicação do Correio Braziliense.

O encontro reúne autoridades, entidades do setor produtivo e especialistas, no modelo de debate, para abordar as potencialidades e desafios para a escalada da produção do hidrogênio verde no país, alternativa promissora para a descarbonização da economia e para a transição para uma matriz energética mais sustentável.

Fonte: correiobraziliense

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