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Cientistas indicam que uma das estrelas mais brilhantes tem uma companheira - Social Marília
23 de Abril de 2026

Cientistas indicam que uma das estrelas mais brilhantes tem uma companheira


Um novo estudo realizado por uma equipe internacional de astrofísicos sugere que Betelgeuse, a 10ª estrela mais brilhante no céu noturno, pode ter uma companheira estelar, apelidada de "Betelbuddy". A descoberta, explicitada no artigo A buddy for Betelgeuse: binarity as the origin of the long secondary period in Orionis, pode ajudar a explicar as misteriosas oscilações de brilho observadas ao longo dos anos, descartando a ideia de que a estrela estaria prestes a explodir como supernova.

Jared Goldberg, principal autor do estudo e pesquisador Centro de Astrofísica Computacional do Flatiron Institute, explicou que a equipe investigou as mudanças de brilho e descartou várias hipóteses antes de concluir que a presença de uma estrela companheira seria a explicação mais plausível. "Descartamos todas as fontes intrínsecas de variabilidade que poderíamos imaginar", afirmou Goldberg. "A única hipótese que se encaixou foi a de que Betelgeuse tem uma companheira."

O fenômeno observado, chamado de "período secundário longo", ocorre quando o brilho da estrela oscila em um intervalo de aproximadamente seis anos. Esse ciclo, que é diferente do pulsar natural de Betelgeuse, poderia ser causado pela Betelbuddy, que orbitando a gigante, movimentaria poeira interestelar, bloqueando parte da luz da estrela e fazendo com que ela parecesse mais brilhante ou mais escura.

Goldberg foi coautor do estudo com Meridith Joyce, da Universidade de Wyoming, e László Molnár, do Observatório Konkoly, no Centro de Pesquisa de Astronomia e Ciências da Terra HUN-REN, na Hungria.

Posição de Betelgeuse na constelação de Órion
Posição de Betelgeuse na constelação de Órion (foto: Lucy Reading-Ikkanda/Simons Foundation)

Os cientistas, no entanto, ainda não conseguiram detectar diretamente a Betelbuddy e estão trabalhando em propostas para capturar sua imagem por meio de telescópios. "Nosso resultado é baseado em inferências, então precisamos confirmar que a Betelbuddy realmente existe", destacou László Molnár.

Com a possível janela de visibilidade prevista para dezembro deste ano, os pesquisadores aguardam ansiosamente pela chance de observar diretamente a companheira estelar e, assim, confirmar a hipótese. Caso a descoberta seja validada, ela poderá mudar a compreensão da ciência sobre Betelgeuse, uma das estrelas mais estudadas desde o início da astrofísica moderna.

Betelgeuse, que é cerca de 100 mil vezes mais brilhante que o Sol, continua a intrigar os astrônomos. Com a nova hipótese de que a estrela ainda está em uma fase relativamente estável de sua evolução, sua explosão como supernova pode demorar centenas de milhares de anos para ocorrer.

"Esta descoberta abre novas perspectivas sobre o comportamento de Betelgeuse e nos lembra que, mesmo depois de séculos de estudos, ainda há muito a aprender", disse Molnár.

* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

Fonte: correiobraziliense

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