07 de Março de 2026

Como dois planetas podem mudar o que se sabe sobre 'jupíteres quentes'


Dois planetas localizados fora do Sistema Solar, descobertos por pesquisadores da Universidade de Warwick (Inglaterra) e da Universidade de Genebra (Suíça), desafiam o entendimento científico sobre astros conhecidos como "jupíteres quentes".

Esses planetas são astros com massas semelhantes à de Júpiter, mas que orbitam mais próximo da estrela do que Mercúrio em relação ao Sol. Não existe gás e poeira suficientes onde eles se localizam, então, a teoria é que eles se formam longe da estrela e migram enquanto o sistema se forma.

Até o momento, os júpiteres quentes eram observados orbitando sua estrela sozinhos, uma vez que a migração até a estrela ejetaria outros planetas do sistema. No entanto, os pesquisadores de Warwick e Genebra encontraram o sistema WASP-132, que apresenta um Júpiter quente e outros dois astros: uma super-Terra (planeta rochoso com seis vezes a massa da Terra) e um gigante de gelo.

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"A detecção da super-Terra foi emocionante, uma vez que é particularmente raro encontrar planetas no interior de jupíteres quentes. Levamos a cabo uma campanha intensiva com instrumentos de última geração para caracterizar a sua massa, densidade e composição, revelando um planeta com uma densidade semelhante à da Terra”, explicou David Armstrong, professor associado de física da Universidade de Warwick.

A descoberta acrescenta uma camada de complexidade ao sistema WASP-132. Isso porque a migração de um Júpiter quente até a sua estrela desestabilizaria a órbita dos outros dois planetas. Dessa forma, o caminho de migração teria que ser mais estável e "frio" em um disco proto-planetário que rodeia uma estrela jovem.

O Júpiter quente orbita sua estrela em sete dias e três horas. A super-Terra, em 24 horas e 17 minutos. O gigante gelado, por sua vez, em cinco anos.

"A descoberta de um Júpiter quente ao lado de uma super-Terra e de um gigante distante põe em causa a nossa compreensão da formação e evolução destes sistemas. Esta é a primeira vez que observámos uma tal configuração", afirmou François Bouchy, Professor Associado do Departamento de Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade de Genebra.

Fonte: correiobraziliense

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