07 de Março de 2026

Cientistas descobrem interação genética que aumenta o risco de alopecia


Uma nova interação genética que aumenta o risco de desenvolver um tipo de calvície feminina foi desvendada por cientistas da Universidade King's College London, na Inglaterra. A alopecia fibrosante frontal (FFA) é uma calvície caracterizada por um distúrbio dermatológico associado à inflamação, cicatrização e perda irreversível de cabelo.

Os autores do estudo conduziram meta-análise de quatro mulheres com FFA no Reino Unido e na Europa. Ao analisar um conjunto de genes imunológicos, foram identificadas diferenças genéticas específicas que interagiam com uma enzima (ERAP1) e que, por isso, aumentariam o risco de desenvolver a calvície.

Essa interação genética é um fenômeno raro no corpo humana, conhecida como “epistasia”. Isso significa que o risco associado a um gene é modificado por outro gene. Versões diferentes de dois genes envolvidos nessa interação foram observadas em algumas outras doenças autoimunes, incluindo psoríase e espondilite anquilosante.

Segundo o professor sênior Christos Tziotzios, do Instituto de Dermatologia St. John no King's College London e dermatologista consultor do Guy's and St Thomas' NHS Foundation Trust, a descoberta é o "maior estudo de associação genômica ampla sobre FFA, condição inflamatória e cicatricial que afeta quase exclusivamente mulheres".

"Desde que a doença foi descrita em 1994, o número de pessoas afetadas aumentou dramaticamente. Nossa descoberta mais recente lança mais luz sobre a base autoimune da condição e fornece direção para pesquisas futuras sobre desenvolvimento de medicamentos."

Além de melhorar nossa compreensão dos fatores genéticos que impulsionam a FFA, os autores esperam que essas descobertas possam ser aplicadas para prever o risco de seu desenvolvimento e, ao mesmo tempo, abrir caminho para novos tratamentos.

A equipe de cientistas agora está investigando a possibilidade de um teste genético preditivo para risco de FFA, enquanto explora o potencial de direcionar o ERAP1 com medicamentos altamente específicos como uma nova maneira de tratar essa condição.


Fonte: correiobraziliense

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