A preocupação do governo com a alta do preço dos alimentos foi o que norteou a decisão. O biodiesel, que é adicionado ao diesel fóssil, vem registrando alta nas últimas semanas. Assim, um aumento da parcela na mistura poderia pressionar o valor dos combustíveis e, consequentemente, dos alimentos.
O chefe da pasta afirmou ainda que o congelamento da mistura será mantido até posterior deliberação. “Sempre dissemos que o aumento do biodiesel na bomba estaria atrelado a questões de preços”, apontou.
A Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024, estabelece que a adição de biodiesel é uma política nacional e que a parcela deve variar entre 13% e 25%, com aumento gradual do percentual ao longo dos anos. A definição da mistura é de responsabilidade do CNPE.
De acordo com a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), o adiamento por tempo incerto da adoção da mistura de 15% do biodiesel ao diesel compromete investimentos e a previsibilidade para toda a cadeia.
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