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Durante séculos, o consenso entre estudiosos e fiéis era de que a antiga Caná estaria localizada onde hoje fica Kafr Kanna, uma cidade na Galileia, em Israel. Porém, McCollough aponta outro local: Khirbet Qana, a cerca de 16 quilômetros de distância.
McCollough, que lecionou religião e história no Centre College até 2017, argumenta que essa vila judaica, habitada entre 323 a.C. e 324 d.C., oferece o conjunto de evidências mais coerente com os relatos bíblicos. Entre os achados, estão túneis e cavernas com inscrições cristãs, cruzes e referências a “Kyrie Iesou” (Senhor Jesus, em grego), além de vestígios de práticas de veneração religiosa que remontam ao século V.
Esses elementos indicam que cristãos consideravam o local sagrado, visitando-o por séculos até as Cruzadas no século XII. “Descobrimos um grande complexo de cavernas de veneração cristã usado por peregrinos que vinham visitar o local do milagre”, afirmou McCollough à Pen News.
Durante a escavação, o pesquisador também encontrou um altar, uma prateleira com um jarro de pedra e espaço para mais cinco — exatamente o número de talhas descrito na narrativa bíblica. “Os textos de peregrinação da época descrevem práticas que batem com o que encontramos nesse complexo”, explicou.
McCollough também baseia sua teoria em descrições feitas pelo historiador judeu Flávio Josefo, que viveu no século I. Segundo ele, as referências geográficas de Josefo e do Novo Testamento coincidem com a localização de Khirbet Qana.
Fonte: correiobraziliense
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