O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (12/7), a imposição de tarifas de 30% sobre todos os produtos importados do México e da União Europeia. A medida, segundo o republicano, entra em vigor em 1º de agosto e tem como justificativa a segurança nacional e o combate a déficits comerciais considerados "persistentes e injustos".
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O anúncio foi feito por meio da rede social de Trump, a Truth Social, onde têm compartilhado as cartas enviadas aos governos. No texto, o presidente acusa o México de falhar no combate aos cartéis do narcotráfico na proteção da fronteira com os Estados Unidos e a crise do fentanil. Além disso, afirma que a União Europeia mantém barreiras que desequilibram a balança comercial entre as partes.
"O México ainda não deteve os cartéis que estão tentando transformar toda a América do Norte em um playground do narcotráfico. Obviamente, não posso deixar isso acontecer. A partir de 1º de agosto, cobraremos do país uma tarifa de 30% sobre produtos mexicanos enviados para os Estados Unidos, separadamente de todas as tarifas setoriais", escreveu. Ele ainda ameaçou somar qualquer retaliação tarifária dos países afetados aos 30% anunciados.
O republicano responsabiliza a atuação dos cartéis e a suposta falha das autoridades mexicanas como fatores centrais na disseminação da droga nos EUA. "Os Estados Unidos impôs tarifas ao México para lidar com a crise do fentanil da nossa nação, que é causada, em parte, pela falha do México em deter os cartéis, que são compostos pelas pessoas mais desprezíveis que já caminharam sobre a Terra", disse.
Em relação à União Europeia, o presidente norte-americano justificou que a decisão é uma resposta à falta de reciprocidade nas relações comerciais. "Tivemos anos para discutir a nossa relação e concluímos que devemos nos afastar destes déficits comerciais de longo prazo, grandes e persistentes, gerados pelas suas políticas tarifárias e não tarifárias e barreiras comerciais. Nosso relacionamento tem sido, infelizmente, longe de ser recíproco", destacou.
As cartas foram endereçadas à presidente do México, Claudia Sheinbaum, e à presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen. Pelo menos outras 25 notificações similares já foram enviadas a líderes globais desde o início da semana.
*Matéria em atualização
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