Segundo testemunhas, as tropas dispararam sem qualquer aviso prévio, atingindo diretamente civis que esperavam por caminhões com alimentos e outros insumos básicos. Em nota enviada a AFP, o Exército de Israel reconheceu os disparos, mas afirmou que se tratavam de “tiros de advertência” para conter o que classificou como “ameaça imediata” — sem detalhar a natureza dessa ameaça.
As forças israelenses também contestaram os números divulgados por autoridades palestinas, alegando que os dados foram inflacionados.
O episódio remete a um massacre ocorrido em fevereiro de 2024 na Faixa de Gaza, conhecido como o “massacre da farinha”, quando mais de 100 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em uma situação semelhante, também em um ponto de distribuição de alimentos.
A tragédia deste domingo ocorre em um momento em que a crise humanitária se agrava em Gaza. O bloqueio imposto por Israel dificulta a entrada de mantimentos e medicamentos, e ao menos 86 pessoas já morreram de fome ou desnutrição nos últimos meses, segundo dados do Ministério da Saúde local.
*Com informações da Agência France-Press
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