08 de Março de 2026

Trump diz que se reunirá com Putin no Alasca para negociar cessar-fogo na Ucrânia após líder russo ignorar ultimato


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (08/08) que se encontrará com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Alasca em 15 de agosto para negociar sobre a guerra na Ucrânia.

O anúncio ocorre após o prazo para Putin concordar com um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, orquestrado pelos EUA, ter expirado nesta sexta-feira sem um posicionamento.

Trump garantiu que um acordo do tipo está "muito próximo" e que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deve "se preparar para assinar algo".

O presidente americano também disse que um acordo envolveria "alguma troca de territórios... para o bem de ambos".

Vladimir Putin expôs suas exigências para um acordo de cessar-fogo ao se encontrar em Moscou com o enviado de Trump, Steve Witkoff, na quarta-feira (06/08), de acordo com uma reportagem do jornal Wall Street Journal.

Citando fontes com conhecimento das negociações, a reportagem afirmou que o presidente russo quer que as forças ucranianas se retirem completamente de Donetsk e Luhansk, duas regiões do leste da Ucrânia que a Rússia já controla na maior parte.

Mas o jornal afirmou que os europeus estão pressionando por clareza sobre o que isso significaria para as regiões de Kherson e Zaporizhia, onde as forças russas também controlam parte do território.

A Ucrânia já afirmou anteriormente que quaisquer concessões territoriais negociadas sem a presença de seus representantes seriam inaceitáveis.

A Rússia anexou ilegalmente a Crimeia, território ucraniano, em 2014 e lançou uma invasão em larga escala à Ucrânia em fevereiro de 2022.

Moscou não conseguiu um avanço decisivo no campo de batalha, mas ocupa cerca de 20% do território ucraniano — e repetidas ofensivas ucranianas não conseguiram repelir as forças invasoras.

Segundo o correspondente da BBC Anthony Zurcher, o fato do encontro estar previsto para ocorrer no Alasca, um território americano, simplifica preocupações com a segurança.

Também posiciona Trump como anfitrião de seu homólogo russo em terras que os EUA compraram da Rússia há mais de um século e meio.

Trump e Putin devem se encontrar em solo americano para suas primeiras negociações presenciais desde 2019.

Fonte: correiobraziliense

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