O total de 17,7 milhões de apostadores ativos brasileiros gastaram, em média, R$ 164 mensais em plataformas Bets durante o primeiro semestre de 2025, segundo aponta relatório divulgado nesta terça-feira (26/8) pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
Regulado no primeiro dia do ano vigente, o mercado de apostas de quota fixa no Brasil é responsável por autorizar e monitorar o funcionamento de 78 empresas. Com isso, 182 bets (marcas) são autorizadas pelo Ministério da Fazenda a operar em território brasileiro.
A pesquisa ainda mostra que as empresas em questão faturaram R$ 17,4 bilhões durante os seis primeiros meses de 2025. O montante representa o total de apostas, desconsiderando os prêmios pagos. Esses últimos valores, todavia, podem ser indicados como os gastos efetivos dos apostadores durante o semestre.
Segundo o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, o objetivo da secretaria será fazer divulgações não só da atuação da SPA, como, também, da evolução do mercado de apostas no Brasil.
"(Cumprindo) o compromisso deste governo com a transparência e, sobretudo, prestando contas à sociedade acerca das responsabilidades do Estado e dos atores privados”, afirmou, ao portal do Governo Federal.
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O órgão tem, além disso, exercido papel importante na fiscalização contra o mercado de apostas ilegais. Desde outubro passado, a SPA contabilizou 15.463 mil páginas retiradas do ar pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Foram feitos, também, 66 processos de fiscalização com 93 bets. Em 35, foi decidido que sanções seriam aplicadas ao longo da primeira metade do ano. A Secretaria atua tanto com o bloqueio de sites ilegais, quanto com o monitoramento e a fiscalizações de instituições do sistema financeiro.
"Este balanço tem uma importância fundamental para a regulação. São dados concretos relativos à atuação regulatória, tratando temas como fiscalização, controle, além dos primeiros números, que refletem a realidade, e não apenas estimativas. A partir daqui, o debate sobre o mercado de apostas de quota fixa no Brasil poderá se dar com elementos ainda mais sólidos, propiciando avançarmos com a regulação com base em evidências", avaliou Regis Dudena.
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