As ações do Banco de Brasília (BRB) operam em queda, nesta quinta-feira (04/09), depois de a instituição divulgar, na noite de ontem, fato relevante informando que o Banco Central barrou a compra do Banco Master, uma novela que vem se arrastando desde março deste ano.
A aquisição do Banco Master pelo BRB vinha sendo considerada polêmico. O valor da operação girava em torno de R$ 2 bilhões e o negócio era considerado estratégico para o banco público, mas, analistas enxergavam um risco o elevado endividamento do Master.
A dívida da instituição paulista, gira em torno de R$ 50 bilhões, e o banco vinha adotando uma política agressiva no mercado, pagando rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha a taxa básica da economia (Selic). Enquanto isso, as taxas médias dos bancos pequenos oscilavam entre 110% e 120% do CDI.
Conforme dados do balanço do BRB, a instituição encerrou o primeiro semestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 518 milhões, “crescimento de 461,6% em relação ao mesmo período de 2024”. No segundo trimestre, o resultado recorrente foi de R$ 280,3 milhões. A base de clientes, em junho, era de 9,6 milhões de pessoas.
A autoridade monetária era a última instância necessária para chancelar a operação, anunciada, no fim de março deste ano, pelo Conselho de Administração do BRB. Defensor da fusão entre os dois bancos, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que a decisão envolve "muitos interesses e pressões".
"Não conhecemos ainda os fundamentos. é uma operação que envolve muitos interesses e pressões de toda a natureza", afirmou, em entrevista à TV Globo, ao comentar a decisão do BC.
Fonte: correiobraziliense
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