Erro na linha: #74 :: Undefined array key "p"
/home2/janefu16/public_html/sites/socialmarilia.com.br/index.php

BRB busca esclarecimentos sobre impedimento da compra do Master - Social Marília
24 de Abril de 2026

BRB busca esclarecimentos sobre impedimento da compra do Master


Depois do balde de água fria do Banco Central na intenção do Banco de Brasília (BRB) de comprar o Banco Master, o cenário é incerto e pode comprometer o socorro que vinha sendo costurado para os grandes investidores do banco endividado. Procurados, BRB e Master, com sede em São Paulo, informaram que seguem aguardando o envio da íntegra da decisão do BC para avaliarem os fundamentos e examinarem as alternativas cabíveis.

Os bancos envolvidos podem pedir ao BC a reconsideração da decisão em até 10 dias após o recebimento da íntegra da sentença. A decisão, segundo fontes próximas à autoridade monetária, foi da diretoria colegiada e analistas avaliam que é muito difícil que o veredicto seja modificado.

Ontem, um dia após o anúncio da decisão do BC, as ações do BRB fecharam no vermelho, com queda de 5,5%. As ações ordinárias e as preferenciais (sem direito a voto, mas com preferência no recebimento de dividendos) do BRB encerraram o dia na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) cotadas a R$ 10,20 e a R$ 10,84, respectivamente, com quedas de 5,47% e 7,74%. Enquanto isso, o Índice Bovespa (IBovespa), principal indicador da B3, voltou a subir após três quedas seguidas na semana e fechou com alta de 0,81% a 140.993 pontos.

Ao avaliarem a decisão do BC, analistas consideram que a instituição reforçou a sua autonomia, porque vinha sofrendo pressões para aprovar a operação que, mesmo não consolidada, rendeu bons frutos aos acionistas do BRB. Apesar da queda de ontem, os papeis do BRB ainda acumulam altas consideráveis desde o anúncio da compra do Master, feita em 28 de março, por meio de fato relevante ao mercado.

Desde então, os papeis do BRB têm uma valorização considerável, de 37,92%, nas ordinárias, e de 60,71%, nas preferenciais, conforme levantamento feito pela Elos Ayta a pedido do Correio. Segundo os analistas, o Master vinha adotando uma política agressiva no mercado, pagando rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha a taxa básica da economia (Selic), de 15% ao ano. Essa atuação é considerada arriscada, devido ao endividamento doMaster que, em 2024, tinha umpassivo total de R$ 63 bilhões, dosquais R$ 49,8 bilhões em depósitos bancários.

O economista e consultor Roberto Luis Troster, ex-economista-chefe da Federação Brasileirade Bancos (Febraban), considerou a decisão do BC acertada, porque ela vai evitar um socorro futuro para cobrir um buraco que ainda não se sabe ao certo o tamanho.“Essa fusão não faz muito sentido,porque não há sinergia alguma entre um banco público e um privado”, afirmou. 

Pelas estimativas de VladimirTimerman, CEO e fundador da gestora Esh Capital, o passivo do Master pode ser de R$ 10 bilhões a R$20 bilhões maior do que o estimado atualmente.  O gestor fez váriasdenúncias contra o Master em instâncias, como o Ministério Público Federal e o Banco Central e nãopoupa críticas à operação. “O BCfez muito bem em barrar a compra do Master pelo BRB e admiraque não tenha feito logo uma intervenção. Se as pessoas fizeremas contas, vão fazer questionamentos”, afirmou. 

Pressões

A operação entre BRB e Mastertinha apoio de políticos do Centrão e, principalmente, do governador do Distrito Federal, IbaneisRocha (MDB), pois buscava o fortalecimento do BRB no mercadofinanceiro nacional, ampliando aatuação do banco no país. Procurado pelo Correio, o governador nãorespondeu até o fechamento destaedição. à Rede Globo, Ibaneis disseque aguarda para conhecer os detalhes da decisão do BC. “Não conhecemos ainda os fundamentos.É uma operação complexa que envolve muitos interesses e pressõesde toda natureza. Precisamos veros fundamentos que podem atétrazer alguma análise do masterque não tivemos acesso”, disse ogovernador.

No mês passado, a Câmara Legislativa do DF deu o aval para aoperação e, nos últimos dias, parlamentares do Centrão pressionaram os diretores do BC a fazerem omesmo, principalmente o que responde pela diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Dias de Brito Gomes, cujo mandato vence em dezembro deste ano.

Mas o ápiceda pressão foi a assinatura de líderes de sete partidos de um pedido de urgência ao projeto de leique permite ao Congresso Nacional destituir os presidentes e diretores do BC do cargo quando “forincompatível com os interesses nacionais”, o Projeto de Lei Complementar 39/2021.A proposta, de autoria do deputado  Camilo Capiberibe (PSB--AP),  foi ressuscitada por parlamentares, após a deflagração deoperações — conduzidas PelaPolícia Federal, Receita Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público de São Paulo —, que investiga esquemas que envolvia alavagem de dinheiro, com suspeitas de participação de instituiçõesfinanceiras e fintechs.

De acordo com o professor deFinanças na Fundação VanzoliniMarcos Crivelaro, a decisão do BCfoi um recado claro sobre a prevalência do critério técnico na supervisão do sistema financeiro. “Emum ambiente de crescente complexidade institucional, preservar aatuação independente do BC é fundamental para garantir previsibilidade, segurança jurídica e confiança no mercado — elementos essenciais para a estabilidade econômica de longo prazo”, afirmou.

Já o professor de Economia daUniversidade de Brasília (UnB) César Bergo avaliou que o PLC 39 como um retrocesso na autonomiado BC. Ele lembrou que o Legislativo discute sobre a autonomia financeira do BC.

Fonte: correiobraziliense

Participe do nosso grupo no whatsapp clicando nesse link

Participe do nosso canal no telegram clicando nesse link

Assine nossa newsletter
Publicidade - OTZAds
Whats

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.