“Não há qualquer tipo de ameaça ao sistema (financeiro)”, disse Galípolo, em coletiva de imprensa, ao comentar os rumores sobre uma possível quebra do banco. Segundo ele, o sistema financeiro nacional é "bastante seguro e hígido", o que afasta riscos de contaminação em cadeia.
Além de tratar da situação do Master, Galípolo também abordou o projeto em discussão na Câmara dos Deputados que permite ao Congresso demitir diretores do BC. A proposta ganhou urgência nesta semana, em meio à expectativa sobre a decisão da autoridade monetária a respeito da venda da instituição financeira.
O presidente do BC minimizou a ideia de que a medida representaria uma garantia pessoal aos ocupantes dos cargos de direção. "O mandato do diretor do BC não é uma garantia para o diretor, é uma garantia para o país", afirmou.
Nos bastidores de Brasília, a movimentação do Centrão foi interpretada como uma forma de pressão política. Parlamentares articulam a votação da proposta justamente às vésperas da deliberação do BC sobre o futuro do Banco Master, o que levantou questionamentos sobre a independência da autoridade monetária.
Galípolo, contudo, reforçou que o Banco Central mantém sua atuação técnica e independente, destacando que a prioridade da instituição é a estabilidade do sistema financeiro.
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