07 de Março de 2026

Governo Lula estuda a volta do horário de verão ainda em 2025


O governo federal estuda a possibilidade de retomar o horário de verão a partir de 2025. O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o tema é permanentemente avaliado e que a análise atual busca considerar os resultados de estudos prospectivos sobre o pico de demanda de energia, especialmente em relação ao comportamento das usinas solares e fotovoltaicas.

De acordo com a pasta, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) segue acompanhando a situação e fornecendo informações para subsidiar a decisão.

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) também discute o tema. Em nota, o órgão destacou que apresentou ao CMSE um conjunto de medidas preventivas para mitigar possíveis deficits de potência no período seco. Entre as recomendações, está a adoção do horário de verão.

O ONS ressaltou, no entanto, que a medida não é imprescindível para a segurança energética em 2025, e que a definição cabe ao governo, com base também em manifestações de setores afetados.

Suspenso em 2019, o horário de verão havia sido aplicado de forma intermitente desde 1931. A medida foi interrompida após estudos apontarem redução na eficácia, uma vez que a economia com iluminação artificial perdeu relevância diante do aumento do uso de aparelhos de refrigeração.

Segundo a professora da faculdade Estácio Brasília e mestre em engenharia civil Sâmya Gomes Veloso, novos fatores têm recolocado o tema em discussão. Ela lembra que, em 2024, o ONS apresentou estudo apontando que o horário de verão ajuda a reduzir a demanda máxima no início da noite, entre as 18h e as 20h, quando há queda na geração solar.

"Nos últimos anos, os extremos climáticos têm pressionado o sistema, com aumento do consumo de equipamentos como ar-condicionado e aquecedores. Isso gera riscos de sobrecarga, especialmente em grandes centros urbanos", explicou.

Para a especialista, a volta do horário de verão poderia suavizar a demanda no horário de pico, ainda que não signifique redução direta na conta de energia do consumidor.

Fonte: correiobraziliense

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