O recuo reflete o desempenho negativo dos principais setores da economia. A agropecuária caiu 0,8% no mês, a indústria recuou 1,1% e os serviços, que respondem por mais de 70% do PIB, tiveram retração de 0,2%.
Apesar da fraqueza recente, o IBC-Br ainda acumula alta de 1,1% em relação a julho do ano passado e crescimento de 3,5% nos últimos 12 meses, em dados sem ajuste sazonal.
Em sua última reunião, no fim de julho, o Copom já havia indicado que os sinais de moderação na economia vinham se consolidando, mas destacou a resiliência do mercado de trabalho, com taxas de desemprego em níveis historicamente baixos. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem reiterado que a inflação ainda converge de forma lenta, com expectativas do mercado acima da meta de 3% ao ano.
O IBC-Br tem metodologia distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De frequência mensal, o indicador do BC permite acompanhamento mais ágil da atividade econômica, enquanto o PIB, de frequência trimestral, traça um quadro mais abrangente da economia.
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