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'Jeito brasileiro de lawfare' pegou Bolsonaro, diz colunista conservadora do WSJ - Social Marília
25 de Abril de 2026

'Jeito brasileiro de lawfare' pegou Bolsonaro, diz colunista conservadora do WSJ


Um artigo de opinião no jornal americano Wall Street Journal no domingo (14/9) afirma que "o jeito brasileiro de praticar 'lawfare' pegou Bolsonaro", em referência à condenação do ex-presidente brasileiro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Lawfare" é um termo em inglês que combina as palavras "law" (lei) e "warfare" (guerra) e significa o uso de instrumentos legais para se atacar politicamente uma pessoa.

O texto é assinado por Mary Anastasia O'Grady, que é colunista do Wall Street Journal. Ela escreve semanalmente sobre política, economia e negócios na América Latina e Canadá.

A colunista é conhecida por suas visões conservadoras e críticas a governos de esquerda na América Latina.

Bolsonaro vem acusado o Judiciário brasileiro de praticar "lawfare" contra ele. Acusação semelhante já foi feita no passado por outros políticos — como os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

O'Grady tece críticas em seu artigo de opinião à forma como o julgamento de Bolsonaro foi conduzida no STF, ao qual chama de "enviesado".

"O veredito é um duro golpe para os apoiadores de Bolsonaro. Mas muitos outros brasileiros, embora não sejam fãs do ex-presidente, também esperavam um resultado diferente", afirma a colunista.

O'Grady afirma que muitos se preocupam com a "politização da Suprema Corte" no Brasil. Ela diz que o tribunal está "ideologicamente alinhado contra Bolsonaro" — afirmando que alguns dos juízes que votaram contra o ex-presidente seriam seus adversários ou seriam ligados de alguma forma ao presidente Lula.

Ela elogia o voto do ministro Luiz Fux, que foi contra a condenação de Bolsonaro, e concorda com alguns dos argumentos colocados por ele no julgamento da semana passada.

"Bolsonaro parece ter se reunido com pessoas, incluindo militares, para discutir o que seu gabinete precisava fazer para transferir o poder de acordo com a Constituição, caso fraude eleitoral fosse descoberta. O Ministério Público alegou ter encontrado um 'projeto de decreto' que contemplava um plano para invocar a lei marcial", escreve a colunista.

"No entanto, como observou o ministro Fux, nenhum documento desse tipo foi protocolado no tribunal. Tampouco foram apresentadas provas de que Bolsonaro tenha tomado medidas para declarar estado de sítio. Fazer brainstorming não é crime, e nem intenções nem discurso são suficientes para condenar por tentativa de golpe."

O'Grady afirma que "a mídia sensacionalizou a notícia de outro documento, este escrito por um general do Exército, que cogitou maneiras de assassinar o presidente eleito Lula, seu vice-presidente eleito e o ministro Moraes".

"Mas o general testemunhou que estava apenas fazendo cogitações e que não compartilhou isso com o presidente. O tribunal não conseguiu provar que Bolsonaro participou de nada disso."

Ela diz que, durante a invasão de Brasília por manifestantes bolsonaristas em 8 de janeiro de 2023, Bolsonaro estava na Flórida, e portanto não poderia ser implicado nesses atos.

"Nada disso importou para o ministro Moraes e seus companheiros ideológicos no tribunal na semana passada. Eles tinham o homem certo e não encontrar um crime não os impediria de colocá-lo atrás das grades."

Fonte: correiobraziliense

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