Um estudo publicado na revista BioScience por pesquisadores da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, sugere que a evolução humana passa por uma transição inédita, guiada principalmente pelos genes, e cada vez mais moldada pela cultura. Segundo eles, a herança cultural, composta por conhecimentos, tecnologias e instituições passadas de geração em geração, estaria se tornando mais determinante para a sobrevivência e adaptação da espécie do que a genética. Seria uma espécie de "superorganismos" sociais.
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Segundo os pesquisadores, avanços como a agricultura, criação de infraestrutura, desenvolvimento das vacinas e, mais recentemente, as tecnologias de edição genética são exemplos de adaptação cultural. Eles ainda citam que práticas modernas, como o uso de óculos de correção e partos por cesariana, demonstram como a cultura reduz o impacto de fatores genéticos que poderiam ser incapacitantes ou fatais.
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