A aranha mais velha já registrada no mundo viveu por 43 anos, superando o recorde anterior, que pertencia a uma tarântula mexicana de 28 anos. O registro foi alcançado durante um estudo populacional de longo prazo. A aranha, chamada de "número 16", morreu em 2018.
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Agora, uma pesquisa publicada no Pacific Conservation Biology Journal, revelou informações cruciais sobre o que permitiu a essa criatura de oito patas alcançar uma longevidade tão extensa. Leanda Mason, autora principal do estudo pela School of Molecular and Life Sciences na Curtin University, destacou que a vida significativa da aranha escavadeira permitiu investigar melhor o comportamento e a dinâmica populacional.
Segredo para a longa vida está diretamente ligado a história de vida da "número 16". Por meio da pesquisa detalhada, foi possível determinar que a extensa longevidade da aranha-tecedeira se deve a uma combinação de fatores:
A professora associada Grant Wardell-Johnson, coautora do estudo pela Curtin University, explicou que as características comportamentais da aranha contribuíram para a sua sobrevivência na Austrália. Ele observou que essas aranhas "exemplificam uma abordagem de vida em paisagens antigas".
Este projeto de pesquisa de longo prazo, essencial para a descoberta, foi iniciado originalmente em 1974 por Barbara York Main. Barbara monitorou a população de aranhas por mais de 42 anos na região de Central Wheatbelt, no Oeste da Austrália. A equipe da Curtin University continuou a pesquisa de Barbara, agora com 88 anos, e conseguiu reunir informações sobre a idade e a causa da morte da aranha, além de uma melhor compreensão de sua história de vida.
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