O novo diretor da Specola Vaticana, o observatório astronômico da Santa Sé, afirmou que a descoberta de vida extraterrestre inteligente provocaria uma revolução sem precedentes na teologia e na história da humanidade. O padre Richard Anthony D’Souza, jesuíta indiano de 47 anos nomeado pelo papa Leão XIV, declarou que acolheria seres de outros mundos na Igreja Católica — e que, se necessário, não hesitaria em batizá-los.
“Sim, sim. A teologia teria que se reinventar e levar em consideração esses outros seres. Todos eles fazem parte da criação de Deus”, afirmou D’Souza, segundo o jornal britânico The Telegraph. Para ele, o eventual encontro com civilizações extraterrestres seria um marco comparável às grandes transformações espirituais da história.
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D’Souza acredita que, se existirem, os alienígenas também seriam criaturas de Deus e, portanto, fariam parte do mesmo plano divino da humanidade. “A religião teria de se adaptar e refletir sobre o lugar dessas criaturas no universo espiritual”, disse o astrônomo, que vê o diálogo entre fé e ciência como essencial.
D’Souza destacou que o eventual contato com vida extraterrestre inteligente teria implicações “sísmicas” tanto para a ciência quanto para a religião. “Seria um enorme desafio para a teologia, pois abriria novas perguntas sobre o significado da encarnação e da salvação”, afirmou ao portal Rádio Veritas Ásia, ao comentar as fronteiras entre fé e ciência.
Ele também afirmou que a fé e a ciência não são opostas, mas complementares. “A astronomia nos lembra de nossa pequenez diante do cosmos, mas também do nosso papel na criação de Deus”, disse.
Fonte: correiobraziliense
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