07 de Março de 2026

Polícia divulga lista parcial de mortos; apoio à operação é majoritário no Brasil, no Rio e em favelas cariocas, diz pesquisa


A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou até este sábado (1º/11) 113 das 121 pessoas mortas na Operação Contenção, contra a facção Comando Vermelho, realizada na última terça-feira (28/10).

Entre os mortos, estão quatro policiais já identificados. Das outras 109 pessoas identificadas, a Polícia divulgou o nome de 99 delas. (Veja as listas com os nomes abaixo).

Ao todo, 113 pessoas foram presas.

A operação, no entanto, não atingiu parte da cúpula do Comando Vermelho: Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como maior líder da facção em liberdade, segue sendo procurado.

Assim como Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, Juan Pedro Ramos, o BMW, e Carlos da Costa Neves, o Gardenal.

A BBC News Brasil questionou a Polícia Civil sobre a lista completa dos presos, mas não obteve resposta.

Até o momento, os mortos identificados são:

Nenhum dos nomes divulgados até agora aparece na denúncia do Ministério Público, que foi uma das bases da operação — a BBC teve acesso à íntegra do documento.

Pesquisa AtlasIntel realizada entre a quarta (29/10) e quinta-feira (30/10) mostrou que a operação tem apoio da maioria dos brasileiros (55%). No Rio de Janeiro, a proporção foi maior: 62% disseram aprovar a operação, com o percentual aumentando ainda mais entre os moradores de favelas (80%).

Segundo dados oficiais, 121 pessoas morreram e 113 foram detidas na megaoperação contra o Comando Vermelho, a ação policial mais letal da história do Brasil.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, dentre os mortos identificados, 43 tinham mandados de prisão pendentes e 78 apresentavam "relevante histórico criminal".

Deste total, 54 eram naturais de outros estados (15 do Pará, 11 da Bahia, 9 do Amazonas, 7 de Goiás, 4 do Espírito Santo, 4 do Ceará 2, da Paraíba, 1 de Mato Grosso e 1 de São Paulo).

O governo do Rio de Janeiro ainda não divulgou uma lista com os nomes das pessoas que foram presas na operação. No entanto, todos os presos, segundo Curi, tiveram a prisão preventiva decretada na audiência de custódia. "O que mostra que todas as prisões realizadas durante a operação foram dentro da legalidade."

Dentre os 121 mortos, quatro eram policiais, cujas identidades já haviam sido divulgadas:

A operação policial contra o Comando Vermelho desta terça-feira foi a mais letal já registrada no país.

Movimentos de direitos humanos classificam a operação como uma chacina e questionam sua eficácia como política de segurança.

O grande número de vítimas também foi criticado pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que se disse "horrorizado" com a operação nas favelas.

A operação envolveu 2,5 mil agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro para cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão em uma área de 9 milhões de metros quadrados.

Fonte: correiobraziliense

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