07 de Março de 2026

Nova família estelar: Plêiades revelam um complexo cósmico gigante


Um artigo no The Astrophysical Journal, um periódico científico especializado em astronomia e astrofísica, apresenta uma nova metodologia em relação a aglomerados estelares na Via Láctea, galáxia que abriga a Terra. O estudo foi recebido em 8 de agosto, e publicado nesta quarta-feira (12/11). 

A pesquisa, desenvolvida pelo Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, e pelo Instituto Carnegie de Ciência, na Califórnia, combinou as taxas de rotação estelar do satélite TESS (Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito) com a cinemática da missão Gaia, a fim de identificar remanescentes dispersos de aglomerados estelares abertos. Dizem respeito a um grupo de estrelas originados de uma mesma nuvem molecular, livres de estrutura. 

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O satélite, lançado pela Nasa, busca planetas fora do sistema solar por meio da observação da diminuição da luz de estrelas. A cinemática da missão Gaia se refere à medição precisa dos movimentos tridimensionais de aproximadamente duas bilhões de estrelas na Via Láctea. 

Para alcançar o resultado, os autores aplicaram uma estrutura bayesiana ao aglomerado estelar das Plêiades. A estrutura foi formada por meio do Teorema de Bayes, que possibilita atualizar crenças à medida que novas evidências surgem. Já as Plêiades, são um aglomerado estelar aberto na constelação de Touro. 

A aplicação diz respeito a centenas de milhões de anos de aglomerados na Via Láctea em estudos. Dessa forma, foi possível revelar um extenso conjunto coevo, ou seja, da mesma época, de estrelas, denominado Complexo das Plêiades Maior. É responsável por abranger mais de 600 parsecs (pc, unidade de medida de distância, usada em astronomia) e por englobar múltiplos grupos estelares previamente conhecidos. 

A pesquisa ainda conclui que as subpopulações estelares têm idades, composições químicas e origens dinâmicas compartilhadas. Isso sugere que tenham se formado a partir da mesma nuvem molecular gigante. Dessa forma, foi possível superar as limitações dos métodos de agrupamento anteriormente aplicados, puramente cinemáticos para estruturas de baixa densidade.  

 

Fonte: correiobraziliense

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