“Eu regresso para o Brasil, onde eu pretendo não viajar mais esse ano, a não ser ou pra Brasília, ou pra Foz do Iguaçu, para assinar o acordo Mercosul-União Europeia que eu penso que vai ser assinado dia 20 de dezembro”, afirmou Lula.
A assinatura deve ocorrer durante a reunião da Cúpula dos Líderes do Mercosul, marcada para Foz do Iguaçu, no Paraná, período em que o Brasil ocupa a presidência rotativa do bloco. Se confirmado, o ato representará um avanço histórico em uma negociação que se estende há mais de duas décadas e que, nos últimos anos, enfrentou forte resistência de países europeus — especialmente da França.
O acordo prevê a criação de uma ampla área de livre comércio entre os dois blocos, eliminando tarifas de importação sobre diversos produtos. Para o Mercosul, a expectativa é de maior acesso ao mercado europeu, sobretudo para produtos agropecuários. Em contrapartida, empresas europeias teriam mais facilidade para exportar itens industrializados para países como o Brasil.
Apesar das vantagens projetadas, o avanço do texto tem sido barrado por pressões internas dentro da União Europeia. Agricultores de países como a França temem perder competitividade frente à produção sul-americana, significativamente mais barata. Enfrentando desgaste político doméstico, o presidente francês, Emmanuel Macron, adotou posição firme contra a evolução do acordo nos últimos anos, buscando atender a demandas do setor agrícola francês.
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