Steve Witkoff, o enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará a Moscou na próxima semana para se reunir com Vladimir Putin e tentar concluir um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia, confirmou nesta quarta-feira (26) o Kremlin.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Trump anunciou que seu enviado especial discutirá com o presidente da Rússia "alguns pontos de desacordo".
O Kremlin confirmou a visita de Witkoff na próxima semana, além de outros representantes do governo americano não especificados, informou nesta quarta-feira o conselheiro diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov.
Em uma mensagem na rede Truth Social, Trump informou que se reunirá com Putin e o presidente ucraniano Volodimir Zelensky somente "quando o acordo para terminar com esta guerra esteja concluído ou tenha alcançado as fases finais" de negociação.
Trump também apoiou Witkoff depois que a agência de notícias Bloomberg revelou uma conversa telefônica na qual Witkoff aconselha um assessor de Putin sobre como dialogar com o presidente americano sobre o conflito na Ucrânia. O presidente disse que não havia ouvido a gravação, mas a classificou como "uma forma padrão de negociação".
No fim de semana, representantes de Washington, Kiev e seus aliados europeus se reuniram em Genebra para discutir o controverso plano inicial de Trump de 28 pontos. Desde então, as negociações se intensificaram.
"Vamos conseguir", afirmou Trump na terça-feira. "Estamos muito perto de um acordo".
O plano inicial dos Estados Unidos, considerado muito favorável à Rússia, foi substituído por outro que leva mais em consideração os interesses da Ucrânia. Um funcionário de alto escalão do governo ucraniano disse à AFP que a nova versão é "significativamente melhor".
O presidente da França, Emmanuel Macron, afastou a ideia de uma solução rápida e disse que "não há vontade, por parte da Rússia", de um cessar-fogo ou para negociar a nova proposta, mais favorável à Ucrânia.
O secretário do Exército americano, Dan Driscoll, se reuniu com representantes russos em Abu Dhabi e disse que "as conversações caminham bem". Agora, ele pretende se reunir com os ucranianos.
Apesar das negociações, a guerra, que começou com a invasão russa da Ucrânia em 2022, prossegue. Em Kiev, uma nova onda de drones e mísseis russos deixou pelo menos sete mortos na madrugada de quarta-feira.
Na cidade de Zaporizhzhia, no sul do país, um ataque russo durante a madrugada deixou pelo menos 18 feridos, segundo a administração militar da região.
Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.