“O Banco Central é muito contente com a linha de defesa do câmbio flutuante. Ele segue acompanhando os indicadores para saber quando se faz necessário, por algum tipo de disfuncionalidade, fazer algum tipo de intervenção. Mas nada que a gente tenha de diferente do que já aconteceu nos outros anos”, afirmou, durante evento da Itaú Asset.
Galípolo destacou que, do ponto de vista da política cambial, a preocupação principal é garantir que a nova regra de tributação dos dividendos seja bem compreendida pelos agentes econômicos.
O presidente do BC lembrou que, após o chamado “liberation day”, houve uma perda mais acentuada do valor do dólar por movimentos de hedge. Segundo ele, inicialmente o comportamento do mercado sugeria uma redução de exposição aos Estados Unidos, mas ficou claro, com o tempo, que se tratava de uma estratégia para se proteger da desvalorização da moeda americana — sem abandonar os ativos do país. “Até porque o tamanho do mercado de títulos é incontornável nos Estados Unidos”, afirmou.
Galípolo também avaliou que a concentração do mercado em equities antecede esse episódio e reflete uma tendência mais ampla: a maior atratividade de abrir capital nos Estados Unidos, em vez de realizar IPOs em mercados emergentes. “Você vê menos IPO não só no Brasil, me parece”, disse.
O presidente do BC chamou atenção ainda para o que classificou como um desbalanceamento estrutural no mercado global de títulos soberanos. Segundo ele, a demanda por esses papéis vem caindo, enquanto a oferta cresce.
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