“É bom saber pela primeira vez o que está acontecendo em Marte em termos de tempo. Ninguém sabia disso antes. Isso aprimora nosso conhecimento da própria teoria, a teoria de como os relógios funcionam e a relatividade”, afirmou. “Esses podem parecer conceitos simples, mas podem ser bastante complicados de calcular.”
A pesquisa parte de dados já consolidados sobre a duração dos dias e anos em Marte, mais longos que na Terra. O Planeta Vermelho demora cerca de 40 minutos a mais para completar o movimento e rotação em torno do próprio eixo e 687 dias para completar uma volta em torno do Sol, o que equivale a 1,88 ano terrestre. No entanto, os cientistas precisavam ir mais além e entender como os segundos passava no planeta vizinho.
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Isso quer dizer que os ponteiros correriam mais rápido em Marte do que na Terra, fazendo com que os relógios ficassem dessincronizados. Segundo a pesquisa, esse avanço dos relógios marcianos é de, em média, 477 microssegundos (ou milionésimos de segundo) por dia. Essa diferença pode variar 226 microssegundos, com diferença mínima de 251 e máxima de 703 microssegundos.
Essa diferença pode parecer insignificante, mas é fundamental para estabelecer uma comunicação precisa. O 5G, por exemplo, deve ter uma precisão de até 0,1 microssegundo para transmissões ao vivo. Já a comunicação entre a Terra e Marte pode sofrer um atraso de 4 a 24 minutos, ou até mais, explica a pesquisa.
“Podem passar décadas até que a superfície de Marte esteja coberta pelas marcas de veículos exploradores, mas já é útil estudar as questões envolvidas no estabelecimento de sistemas de navegação em outros planetas e luas”, aponta Neil Ashby, físico no NIST e um dos responsáveis pela pesquisa. O pesquisador explica que os novos sistemas de navegação vão depender de relógio precisos, assim como ocorre com a ferramenta de GPS atualmente.
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