Os últimos meses do papado de Leão XIV foram marcados por mudanças nos rumos da Igreja Católica em assuntos específicos e polêmicos. O mais recente foi sobre o papel da relação sexual dentro do casamento. O tema consta em documento assinado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovado pelo papa Leão XIV, e aponta que o papel da sexualidade não é apenas para gerar filhos, mas fortalecer os vínculos.
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O documento também afirma que a esterilidade não invalida a vida conjugal, nem restringe a vida sexual e defende a monogamia. Em "Uma só carne, elogio à monogamia", o texto define o matrimônio como uma "união exclusiva e pertencimento recíproco". "Todo matrimônio autêntico é uma unidade composta por dois indivíduos, que exige uma relação tão íntima e totalizante que não pode ser compartilhada com outros."
Dividido em sete capítulos, além das conclusões, o decreto aponta que o casamento não é uma limitação ou posse, "mas a possibilidade de um amor que se abre ao eterno". Segundo o Vaticano, o tema foi abordado por conta do contexto global de desenvolvimento do poder tecnológico, que leva o homem a pensar-se como "criatura sem limites" e do crescimento do "poliamor" no Ocidente.
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