“Nessa doença é muito importante a eficácia e não ser tóxico porque o paciente vai usar por muito tempo”, explica o hematologista Dr. Jaisson Bortolin. Segundo o médico, cerca de 70% dos pacientes continuam o tratamento ao longo de toda a vida. “Então a longo prazo, principalmente, as toxicidades que esses remédios causam são importantes, porque podem tirar a qualidade de vida do paciente”, aponta.
Outros grupos que podem se beneficiar da nova linha de tratamento são as pessoas idosas ou com comorbidades. “Quanto mais comorbidade, maior o risco desse remédio ser tóxico, então, se você pode dar uma droga menos tóxica, você minimiza isso e aumenta a qualidade de vida”, pontua.
A leucemia mieloide crônica é causada por uma mutação genética adquirida chamada de “cromossomo Philadelphia". A origem desse cromossomo, ainda desconhecida pelos cientistas, provoca o aumento na produção das células sanguíneas, sobretudo dos glóbulos brancos. Por ter um início assintomático, muitos pacientes demoram de receber o diagnóstico, e grande parte deles descobrem após exames de hemograma. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% dos diagnosticados tem mais de 45 anos.
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Artigo publicado no New England Journal of Medicine mostrou maior eficácia em relação aos outros medicamentos. Estudo com apoio da Novartis, mesmo farmacêutica que solicitou liberação do medicamento junto à Anvisa, mostrou que 67,7% dos pacientes tratados com o asciminibe apresentaram Resposta Molecular Maior (MMR) na 48º semana, em comparação a 49% entre os que utilizaram outros medicamentos. O índice é um dos maiores medidores de sucesso das terapias e mostra a redução no número de células com gene cancerígeno em relação com o total.
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