07 de Março de 2026

Doadores distintos têm resultados iguais no transplante de medula


Pesquisadores brasileiros divulgaram novos dados que podem mudar a tomada de decisão no transplante de células-tronco para leucemias agudas. A pesquisa, realizada por hematologistas do Einstein Hospital Israelita, revelou um dado inédito e de forte impacto clínico: pacientes adultos com leucemia aguda que recebem transplante de doadores haploidênticos, geralmente um parente parcialmente compatível, têm taxas de sobrevivência e de complicações semelhantes às daqueles que recebem enxertos de doadores não aparentados totalmente compatíveis.

A conclusão, fruto de uma pesquisa prospectiva nacional envolvendo 21 centros e mais de 500 pacientes, reforça que ambos os tipos de doação são alternativas igualmente eficazes no país, ampliando o acesso ao tratamento.

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Embora o transplante de medula óssea seja amplamente estudado em países de alta renda, dados robustos de nações de baixa e média renda ainda são escassos. O Brasil, com um dos maiores registros de doadores não aparentados do mundo (o REDOME), tornou-se um cenário único para investigar o desempenho dos transplantes em condições reais do sistema de saúde brasileiro.

O objetivo central foi comparar os resultados clínicos entre dois grupos de pacientes adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) ou leucemia linfoblástica aguda (LLA), todos em remissão completa no momento do transplante (CR1 ou CR2+): transplantes de doadores haploidênticos (Haplo) e transplantes de doadores não aparentados totalmente compatíveis (MUD). 

Fonte: correiobraziliense

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