A Guarda Nacional Bolivariana (GNB) da Venezuela é responsável por "graves violações e crimes contra a humanidade" há mais de 10 anos, afirmou nesta quinta-feira (11) uma missão das Nações Unidas em seu relatório mais recente.
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A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a República Bolivariana da Venezuela, criada em 2019, afirma que integrantes da GNB cometeram execuções, "detenções arbitrárias, violências sexuais e de gênero, assim como atos de tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes".
Os abusos estão documentados desde 2014 "no contexto de protestos e de ações de perseguição política", acrescentou o grupo de investigadores.
Em setembro de 2019, a ONU ampliou sua vigilância sobre a situação na Venezuela com a criação, pelo Conselho de Direitos Humanos, da missão internacional independente para a apuração dos fatos.
A missão, que não se pronuncia em nome da ONU, documentou fatos que, segundo ela, "demonstram o papel da GNB na repressão sistemática e coordenada contra opositores, ou percebidos como tais, há mais de uma década", denunciou Marta Valiñas, presidente da missão, citada em um comunicado.
As forças de segurança do regime de Nicolás Maduro, incluindo a GNB e a polícia, são acusadas com frequência de abusos, muitas vezes durante a repressão de manifestações da oposição.
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