07 de Março de 2026

Canadá cancela tributo a vítimas do comunismo


Levantamento feito por historiadores e organizações judaicas mostram que cerca de 330 dos 553 homenageados estão ligados ao nazismo e ao holocausto. A informação ganhou destaque ainda em 2024, quando o Ottawa News divulgou que o Departamento do Patrimônio Canadense teria sido informado sobre a polêmica. 

Com isso, o Canadá resolveu mudar de estratégia. Comunicados do governo afirmam que a intenção do monumento seria mostrar o país como um refúgio para aqueles que fugiram da injustiça e perseguição. “O Governo do Canadá continuará a assegurar que todos os aspectos do Memorial permaneçam compatíveis com os valores canadianos em matéria de democracia e direitos humanos”, diz texto disponível no site do Departamento. 

As denúncias de associados nazistas entre os homenageados começaram em 2021. Na época, um relatório da organização Amigos do Centro Simon Wiesenthal mostrou que mais da metade dos nomes tinha relação com o regime extremista de Adolf Hitler. 

Entre eles, está o nome do croata Ante Paveli. O líder fascista comandou um regime pró-nazismo na Croácia e um dos principais responsáveis pelo terror do holocausto nos balcãs. 

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O ultranacionalista ucraniano Roman Shukhevych, que também aparece entre os homenageados, teria ordenado a morte de mais de 100 mil pessoas no genocídio aos poloneses. O nome dele foi removido após inúmeras manifestações de grupos de pesquisa sobre o holocausto. 

O Canadá também incluiu, em 2023, o nome do soldado nazista Janis Niedra, mas retirou posteriormente. Ele é acusado de liderar o massacre nazista na Letônia. 

A construção do Memorial foi aprovada em 2009, idealizada pelo governo do então primeiro-ministro conservador Stephen Harper em parceria com o Tribute to Liberty, organização que reúne imigrantes do Leste Europeu. A iniciativa deveria ser financiada pelo setor privado, no entanto, como afirma o Ottawa News, a arrecadação foi abaixo do esperado e a gestão pública precisou arcar com parte dos custos. Os valores também saltaram do US$ 1,5 milhão planejados para cerca de US$ 7,5 milhões. 

Hunka, no entanto, foi um soldado voluntário da Divisão da Galícia, acusada de matar judeus na região entre Ucrânia e Polônia. Após a polêmica, Zelensky e o então primeiro-ministro canadense Justin Trudeau tiveram que prestar pedidos de desculpa formais. O líder do Parlamento, Anthony Rota, renunciou ao cargo.

 

 

Fonte: correiobraziliense

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