O satélite natural era um dos pontos de foco dos astrônomos pela possibilidade de abrigar vida no fundo do mar, que cobre toda a superfície do corpo celeste. No entanto, a pesquisa liderada pelo professor do Departamento de Ciências da Terra, Ambientais e Planetárias, Universidade de Washington em St. Louis, Paul Byrne, mostra que a lua não apresenta atividades geológicas subaquáticas que possibilitem a atividade biológica.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas consideraram o tamanho da lua, composição do núcleo e a gravidade do planeta orbitado por ela, além de comparar as características com geologia da Terra. Apesar de apresentar um núcleo rochoso semelhante ao do nosso planeta, os cientistas apontam que o calor núcleo de Europa escapou há bilhões de anos.
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“Europa provavelmente sofre algum aquecimento de maré. É por isso que não está completamente congelada”, aponta. “E pode ter sofrido muito mais aquecimento em um passado distante. Mas não vemos nenhum vulcão em erupção no gelo hoje, como vemos em Io, e nossos cálculos sugerem que as marés não são fortes o suficiente para gerar qualquer tipo de atividade geológica significativa no fundo do mar.”
Europa deve ser investigada mais de perto em 2031, quando a sonda Europa Clipper deve sobrevoar a lua jupiteriana.
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