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Os maiores avanços mensais foram observados em Mato Grosso (7,2%) e no Espírito Santo (4,4%). Também apresentaram resultados positivos Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Minas Gerais (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e a Região Nordeste (0,1%). No caso mato-grossense, o crescimento marcou o quarto resultado positivo consecutivo, com avanço acumulado de 16,9% no período.
“O setor de produtos químicos se destaca como influência positiva no desempenho de crescimento da indústria mato-grossense nesse mês, o que lhe rendeu a taxa positiva mais intensa desde março de 2023, quando cresceu 8,2%”, destacou o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.
Na outra ponta, Goiás apresentou o recuo mais intenso do mês, com queda de 6,4%, interrompendo uma sequência de quatro meses de crescimento, período em que havia acumulado ganho de 11,3%. “Setores como o de derivados do petróleo e biocombustíveis e o de alimentos contribuíram para esse comportamento da indústria goiana. Esse resultado é o mais negativamente intenso para a indústria de Goiás desde novembro de 2019, quando atingiu queda de 8,6%”, analisou Bernardo.
Também tiveram resultados negativos Amazonas (-2,8%), Ceará (-2,6%), Rio de Janeiro (-1,9%), Santa Catarina (-0,8%) e Pará (-0,5%).
São Paulo, que concentra cerca de 33% da produção industrial do país, recuou 0,6% em novembro, influenciado principalmente pelas indústrias extrativas e pelo setor de derivados do petróleo e biocombustíveis. De acordo com Bernardo Almeida, esta foi a terceira taxa negativa consecutiva da indústria paulista, que acumula perda de 2,9% no período. Com isso, o setor no estado está 2,8% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 23,8% inferior ao pico histórico alcançado em março de 2011.
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