07 de Março de 2026

Brasileira presa por duplo homicídio diz que plano era romance com chefe


A ex-au pair brasileira Juliana Peres Magalhães, 23 anos, presa em 2023 nos Estados Unidos por suspeita no envolvimento de um duplo homicídio armado com o ex-amante, Brendan Banfield, afirmou em tribunal, nesta quinta-feira (15/1), que decidiu colaborar com a Justiça norte-americana para que "a verdade viesse à tona", além de afirmar que o chefe tramou a morte da mulher para viver um romance com ela. As informações são do canal CBS News.

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O depoimento de Juliana foi peça-chave no julgamento de Brendan, que era agente do FBI, acusado de assassinar a mulher, Christine Banfield, 37, e Joseph Ryan, 39, em um plano para simular legítima defesa. Eles teriam pensado em álibis e nas versões que dariam sobre o crime antes de cometê-lo.

Segundo a acusação, o homem enfrenta homicídio qualificado pelas duas mortes ocorridas na residência da família, no norte da Virgínia. Ele se declarou inocente e, caso seja condenado, pode receber pena de prisão perpétua.

De acordo com o testemunho de Juliana, ela permaneceu mais de um ano sem procurar as autoridades após os crimes. A mudança de postura teria ocorrido dias antes de seu próprio julgamento, quando decidiu relatar detalhes do esquema que, segundo os promotores, vinha sendo planejado havia meses. Inicialmente acusada de homicídio em segundo grau pela morte de Ryan, a ex-babá acabou se declarando culpada por homicídio culposo, uma acusação mais branda. 

Em juízo, Juliana afirmou que ela e Banfield atraíram Joseph Ryan para a casa por meio de uma conta criada em nome de Christine Banfield em uma plataforma de mídia social voltada a fetiches sexuais. A partir desse perfil, Ryan teria sido convidado para um encontro sexual que envolveria o uso de uma faca para realizar uma "fantasia de estupro". Para a promotoria, o plano previa matar Ryan e encenar a situação como se ele fosse um invasor violento. 

Ela ainda relatou que, no momento do crime, se escondeu atrás da cama, cobrindo os olhos e os ouvidos, enquanto Brendan Banfield esfaqueava repetidamente a mulher. Em depoimento emocionado, afirmou que passou a conviver com sentimentos de vergonha, culpa e tristeza, o que a motivou a romper o silêncio.

Fonte: correiobraziliense

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