O Movimento Brasil Livre (MBL) realizou nesta quinta-feira, 22, uma manifestação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso que envolve o Banco Master. O ato ocorreu em frente à sede da instituição financeira, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e teve como foco as decisões recentes do magistrado no inquérito.
Procurado via assessoria do STF, o ministro não se manifestou.
Conforme o coordenador nacional do movimento, Renan Santos, responsável pela organização do ato, a mobilização busca chamar atenção para medidas adotadas por Toffoli que, na avaliação do MBL, comprometem a condução do processo. "Dias Toffoli cruzou todas as linhas. Ele precisa deixar o caso. É um absurdo o que está ocorrendo", afirmou.
Durante a manifestação, o prédio do Banco Master foi cercado por tapumes, e a fachada com o nome da instituição apareceu coberta por lonas plásticas. No entorno, manifestantes exibiam cartazes pedindo a prisão de Toffoli e do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, enquanto os organizadores puxavam gritos de "Fora, Dias Toffoli" e "Vorcaro, cadê a delação?", em referência a um possível acordo de colaboração premiada envolvendo o banqueiro.
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Também foram exibidas grandes faixas com as frases "Toffoli, vergonha suprema", "Vorcaro na cadeia" e "Fora, Otto Lobo", presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que vem sendo criticado por decisões consideradas favoráveis ao Banco Master.
As críticas à atuação do ministro se intensificaram desde que ele assumiu a relatoria do inquérito que envolve Vorcaro, dono do Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central diante de suspeitas de fraudes financeiras.
Toffoli passou a conduzir o caso após acolher pedido da defesa de Vorcaro para que o inquérito fosse remetido ao STF, sob o argumento de que havia menção ao nome de um parlamentar com foro privilegiado em documentos apreendidos pela Polícia Federal. A decisão foi questionada por juristas, que apontaram ausência de elementos concretos capazes de justificar a competência do Supremo para analisar o processo.
Em novembro, o ministro viajou a Lima, no Peru, durante a final da Taça Libertadores, em um jato particular ao lado de um advogado ligado ao caso do Banco Master. Dias depois, decretou sigilo sobre os autos e impediu o acesso da CPI do INSS ao material obtido com a quebra dos sigilos bancário e fiscal no âmbito da investigação.
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