O Agente Secreto, protagonizado por Wagner Moura, foi indicado em duas categorias — Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Roteiro — no Bafta, premiação de cinema mais importante do Reino Unido.
O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (27) em cerimônia na Inglaterra transmitida pelo YouTube.
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A premiação será no dia 22 de fevereiro e terá transmissão no Brasil — na TV a cabo, via TNT, e no streaming, pelo HBO Max.
Outros dois artistas brasileiros também estão na disputa do prêmio britânico — Adolpho Veloso, pela fotografia do filme Sonhos de Trem, e Petra Costa, pelo documentário Apocalipse nos Trópicos.
O filme de Veloso, uma produção americana, acompanha um lenhador no oeste americano durante o início do século 20 enquanto enfrenta a dor e a solidão após uma tragédia familiar. Já o de Costa mostra as relações entre o movimento evangélico e a política nos últimos anos.
O Agente Secreto se passa durante a ditadura militar e acompanha um professor universitário, Marcelo, papel de Moura, que foge de uma ameaça de morte no Recife.
O longa-metragem, que também concorre ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Escalação de Elenco e Melhor Ator (para Wagner Moura), agora também entra na competição britânica.
Ser indicado, premiado ou esnobado pelo Bafta diz pouco sobre as chances de um filme no Oscar, já que o corpo de votantes de cada premiação é diferente.
Na temporada de premiações do ano passado, Ainda Estou Aqui — o drama de Walter Salles protagonizado por Fernanda Torres — deu o primeiro Oscar ao Brasil, mas não se saiu bem no Bafta.
A premiação britânica até indicou o longa-metragem brasileiro — sobre o deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura militar —, mas deu o troféu de Melhor Filme em Língua Estrangeira para Emilia Pérez.
O inverso também já aconteceu. Em 1999, Central do Brasil venceu como Melhor Filme em Língua Estrangeira, mas não teve o mesmo sucesso no Oscar, no qual também havia sido indicado pela mesma categoria.
Em 2004, o mesmo aconteceu com Cidade de Deus, que venceu o Bafta de Melhor Edição, trabalho de Daniel Rezende, mas não ganhou Oscar.
Fonte: correiobraziliense
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