07 de Março de 2026

Moraes suspende gratificações a trabalhadores dos Correios


Com a decisão, ficam temporariamente suspensos o pagamento de gratificação de férias equivalente a 70%, o adicional de 200% para trabalho em dias de repouso e o tíquete extra previsto no acordo coletivo. Moraes também interrompeu a determinação que colocava os Correios como responsáveis diretos pela manutenção do plano de saúde dos trabalhadores.

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Segundo dados apresentados pelos Correios, apenas as mudanças relacionadas ao plano de saúde representariam um custo adicional anual de aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Já o impacto do chamado “vale-peru” foi estimado em R$ 213 milhões por ano, valores considerados incompatíveis com a atual situação financeira da empresa.

A decisão do TST havia concedido reajuste salarial de 5,10% aos trabalhadores, afastado a abusividade da greve realizada pela categoria e mantido cláusulas do acordo coletivo anterior. No entanto, para a direção da estatal, o conjunto de obrigações impostas comprometeria ainda mais o equilíbrio financeiro da empresa.

Não é de hoje que os Correios atravessam um período de dificuldades econômicas. Marcado por sucessivos déficits, perda de participação no mercado de encomendas e crescimento das despesas operacionais, sobretudo nas áreas de logística e pessoal, a empresa tem enfrentado alguns problemas financeiros. Embora a empresa tenha registrado resultados positivos pontuais nos últimos anos, o cenário geral segue frágil, com receitas estagnadas e despesas em alta.

Além disso, a estatal enfrenta passivos relevantes, como dívidas trabalhistas e obrigações previdenciárias, que pressionam o caixa e limitam a capacidade de investimento. Diante desse quadro, os Correios devem receber um aporte financeiro de cinco bancos — três privados e dois estatais — como forma de reforçar o fluxo de caixa e garantir a continuidade das operações.

A suspensão determinada por Alexandre de Moraes tem caráter cautelar e ainda será analisada no mérito pelo Supremo. Até lá, os pagamentos e obrigações adicionais ficam paralisados, enquanto o embate entre a estatal e os trabalhadores segue no campo jurídico.

Fonte: correiobraziliense

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