De acordo com a empresa, a área dedicada ao tema vem registrando forte crescimento na procura por serviços, à medida que companhias de diversos segmentos buscam suporte para atender às exigências do novo modelo tributário.
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Para o economista e sócio da EloGroup, Marcello Ponce, um dos principais pontos de estrangulamento está na adaptação dos sistemas de faturamento aos novos tributos. Segundo ele, a inclusão dos campos referentes ao IBS e à CBS em plataformas como ERP, emissores de NF-e e NFS-e demandou alterações profundas em softwares, integrações e infraestrutura tecnológica, dado o volume expressivo de informações adicionais exigidas nos documentos fiscais.
Ponce destaca que, mesmo sem efeitos financeiros diretos em 2026, o cumprimento rigoroso das novas obrigações acessórias exigirá disciplina. As companhias terão de garantir o correto preenchimento das informações relativas ao IBS e à CBS e a entrega das declarações correspondentes, conforme forem disponibilizadas, preservando elevados padrões de governança fiscal durante a fase de testes.
O período também será marcado pela coexistência entre o regime tributário atual e o novo. Isso exigirá das empresas a gestão de uma dupla apuração: enquanto seguem recolhendo os tributos vigentes, deverão registrar o IBS e a CBS de forma informativa. Essa sobreposição demandará controles internos mais robustos, segregação adequada das bases de cálculo e atualização das rotinas de escrituração.
Embora não haja recolhimento de IBS e CBS nesse período, a EloGroup recomenda que as empresas analisem os dados gerados para simular impactos financeiros futuros. A partir de 2027, com a entrada em vigor da CBS e a introdução do Imposto Seletivo, essas informações poderão embasar revisões de estratégias de preços, margens e contratos de longo prazo, inclusive no relacionamento com o setor público.
Por fim, a consultoria ressalta a importância do monitoramento regulatório permanente. Ainda há pontos em definição, como regras específicas para determinados setores, operações em plataformas digitais e aspectos do Imposto Seletivo. A capacidade de acompanhar atos normativos e ajustar processos com agilidade será determinante para uma transição segura e juridicamente consistente.
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