Segundo ele, foi nesse encontro que inconsistências técnicas passaram a ficar evidentes. Aquino disse, ainda, que o ponto de partida foi a divergência entre versões apresentadas no processo. De um lado, um relatório técnico indicava que não havia movimentação financeira da empresa, o que explicaria a ausência de pagamentos relacionados aos créditos.
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De outro, o controlador do Banco Master sustentava que os extratos apresentados eram verdadeiros. Em sentido oposto, a direção do Banco de Brasília (BRB) classificava os documentos como “uma ficção”, afirmando que se tratavam de lançamentos meramente contábeis, sem lastro em transferências reais.
Segundo o diretor, a checagem no Cadastro de Pessoas Físicas e Jurídicas do Sistema Financeiro (CCS) mostrou que o único relacionamento financeiro da Tirreno era com o Banco Master, iniciado em 23 de maio de 2025. Também não foram encontrados registros de crédito no Sistema de Informações de Crédito (SCR).
“O único relacionamento da Tirreno no sistema financeiro é com o Master. Não foram encontrados fluxos financeiros da empresa nas bases do Banco Central”, concluiu Aquino, ao sustentar que os dados confirmaram a inexistência das operações que lastreavam as carteiras de crédito investigadas.
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