Um estudo produzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) trouxe novas pistas sobre a origem da Via Láctea, ao identificar estrelas com mais de 10 bilhões de anos em uma região onde, até então, elas não deveriam existir segundo os modelos tradicionais. A descoberta indica que o disco fino da galáxia, onde está localizado o Sistema Solar, pode ter começado a se formar muito antes do que se imaginava. O artigo foi publicado na revista científica The Astrophysical Journal.
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O disco espesso é mais "grosso" verticalmente, concentra-se mais próximo ao centro da galáxia e abriga estrelas mais antigas, ricas em elementos como magnésio e oxigênio. Já o disco fino é mais achatado, se estende por distâncias maiores e contém estrelas mais jovens, com maior presença de ferro e níquel, como o Sol.
O modelo mais aceito até hoje afirma que o disco espesso teria se formado antes de uma grande fusão com uma galáxia menor e que o disco fino teria surgido depois, a partir do gás trazido por esse evento. No entanto, os novos dados não confirmam totalmente essa explicação. “Identificamos estrelas do disco fino com idades comparáveis às do disco espesso, anteriores à fusão. Isso indica que o disco fino pode ter começado a se formar ao mesmo tempo que o disco espesso”, afirma Laís.
“O método já é conhecido, mas o diferencial do nosso trabalho está na aplicação automática e consistente a um volume muito grande de estrelas, com dados de alta precisão”, destaca a pesquisadora. Segundo ela, isso permitiu distinguir com mais segurança quais estrelas pertencem ao disco fino e quais fazem parte do disco espesso.
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