07 de Março de 2026

Endividamento das famílias atinge nível recorde, aponta CNC


Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 79% das famílias brasileiras relataram ter algum tipo de dívida,  o maior patamar histórico desde que a série começou a ser medida em 2010. Dessas, mais de 30% estão em situação de inadimplência, com contas vencidas e sem previsão clara de quitação. 

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Os números do Banco Central corroboram esse quadro, mostrando que aproximadamente 49,3% das famílias brasileiras estavam endividadas em outubro de 2025, com um estoque recorde de crédito voltado ao consumo disponível no mercado. A taxa média de juros para pessoas físicas registrada no período beirou 59,4% ao ano, tornando a manutenção das dívidas ainda mais onerosa para os consumidores.

Para Bruno Medeiros Durão, advogado tributarista e especialista em finanças, presidente do escritório Durão & Almeida, Pontes Advogados Associados,  o cenário exige cuidado redobrado por parte das famílias, bem como atenção de formuladores de políticas públicas.

“Estamos diante de um quadro no qual o endividamento familiar supera há meses três quartos dos lares brasileiros, o que revela uma fragilidade estrutural no equilíbrio entre renda e despesas. A alta dos juros, combinada com custos essenciais cada vez maiores, tem levado muitas famílias a recorrerem ao crédito rotativo e ao empréstimo pessoal, que são modalidades com juros extremamente elevados. É imprescindível que consumidores busquem educação financeira ativa e que instituições públicas e privadas incentivem soluções de renegociação e prevenção ao superendividamento sem sacrificar o mínimo existencial”, explica. 

Especialistas ressaltam que, mesmo com sinais de ajuste no mercado de trabalho e alguma melhora na renda real ao longo de 2025, a tendência de crédito mais caro e uma renda pressionada pelo custo de vida devem manter o endividamento em patamares elevados em 2026. A pressão sobre o consumo, em conjunto com a necessidade de os consumidores priorizarem despesas essenciais, reforça o desafio de desconstruir um ciclo de dependência do crédito de alto custo.

 

Fonte: correiobraziliense

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