07 de Março de 2026

Alckmin defende ampliação do comércio e de investimentos entre Brasil e Rússia


Segundo Alckmin, a comissão representa “o mais elevado mecanismo de coordenação intergovernamental” entre as nações e demonstra “a densidade e a estabilidade da relação estratégica” bilateral. Para o vice-presidente, parcerias sólidas devem ser baseadas em interesses estruturais e não apenas em circunstâncias momentâneas.

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O ministro destacou que Brasil e Rússia são economias de grande escala, com ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes — fatores que, em sua avaliação, criam oportunidades concretas para ampliar e diversificar a cooperação.

Entre as prioridades da agenda da comissão, o vice-presidente citou o fortalecimento de energia, agronegócio, ciência, tecnologia e inovação, além de infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável. A intenção, segundo ele, é promover integração produtiva, parcerias empresariais e cooperação tecnológica.

Alckmin ressaltou ainda o papel da Comissão Intergovernamental Brasileiro-Russa de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica como braço operacional do mecanismo. As subcomissões, explicou, devem transformar convergências políticas em resultados concretos, com foco na ampliação do comércio, estímulo a investimentos e geração de crescimento sustentável.

O vice-presidente também defendeu avanços no intercâmbio cultural e educacional, com esforços conjuntos para troca de conhecimento e aprendizado mútuo.  Ao mencionar a política industrial brasileira, Alckmin afirmou que o governo tem adotado uma estratégia de neoindustrialização baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão. “Queremos uma indústria mais verde, mais digital e mais integrada às cadeias globais de valor”, declarou.

Ele disse ainda ver com “grande interesse” a ampliação de investimentos russos no Brasil, especialmente nos setores de química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura. Da mesma forma, apontou espaço para maior presença de empresas brasileiras no mercado russo, em áreas como alimentos processados, máquinas, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais.

Fonte: correiobraziliense

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