07 de Março de 2026

Colírio com sangue do paciente amplia tratamento de olho seco


Ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão e visão turva. Sintomas muitas vezes tratados como algo passageiro podem esconder um problema mais sério: a síndrome do olho seco. A condição, causada pela produção insuficiente ou inadequada de lágrimas, tem se tornado cada vez mais comum, especialmente entre jovens expostos por horas a telas de celulares e computadores. Em casos graves, pode evoluir para complicações sérias e até levar à perda da visão. 

Pesquisadores da Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e com a JP Indústria Farmacêutica S.A desenvolvem um colírio biológico feito a partir do sangue do próprio paciente como alternativa para quem não responde aos tratamentos convencionais. A ideia é produzir, dentro da própria instituição, um colírio de soro autólogo, ou seja, feito com o soro do sangue do próprio paciente, para ampliar as opções terapêuticas, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). 

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Segundo estimativas citadas por especialistas, a síndrome do olho seco afeta entre 10% e 30% da população adulta, sendo mais frequente em mulheres, sobretudo após os 40 anos. Entre jovens de 18 a 25 anos, cerca de 90% apresentam algum sintoma relacionado à alta exposição às telas e à poluição.

O diretor técnico-científico da Fundação Pró-Sangue, o médico hematologista Alfredo Mendrone Júnior, explica que o uso do soro autólogo já é estudado internacionalmente, com resultados positivos em determinados casos de olho seco. A inovação do grupo brasileiro está na criação de um método próprio de produção para atender pacientes do SUS. 

"O colírio de soro autólogo já tem sido bastante estudado pela comunidade internacional. O que fizemos foi elaborar um projeto para avaliar a eficácia e a segurança de um método desenvolvido internamente para produzir esse colírio para os pacientes do SUS", afirma. 

O processo começa com a coleta do sangue do próprio paciente. Em uma bolsa especial, o soro é separado e depois diluído com solução fisiológica em sistema fechado, o que reduz riscos de contaminação. O material é fracionado em doses individuais, suficientes para cerca de 60 dias de tratamento.

 

Fonte: correiobraziliense

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